19.4.05

Um mistério a preto-e-branco

Hoje, às 16h 50m, desatou, mais uma vez, a sair fumo da chaminé do Vaticano, o que nada teria de especial se não se tivesse dado o caso de ninguém saber ao certo qual a respectiva cor: branco ou preto?!

Mesmo dando de barato que «preto» não é cor (mas sim a sua ausência) e que «branco» também não se pode dizer que seja, a situação - que durou um tempo insuportável - foi caricata.

Estaria a chaminé já fuliginosa, de tanto uso, dando origem a uma coisa entre o «Branco-sujo» e o «Preto-clarinho»?

O certo é que, como as associações-de-ideias são uma coisa terrível e imparável, isso me fez lembrar um indivíduo que eu em tempos conheci - pessoa pequenina e muito racista que, morando num bairro com bastantes africanos, passava a vida a falar de «eles, os pretos» e de «nós, os brancos».

Ora aconteceu que, como a vida dá muitas voltas, um dia ele foi trabalhar para um país do Norte da Europa, onde o «preto»... passou a ser ele!

- Que diabo! - perguntava o infeliz aos amigos quando, em Agosto, vinha de férias até cá - Vocês acham que eu sou preto ou sou branco?!

Coitado... Acho que nunca lhe disseram que apanhou a alcunha de «O Cinzentinho»...

1 Comments:

Blogger José Santos said...

Na certa seria o D. José Policarpo a fumar à socapa dos outros colegas... não fossem eles cravá-lo.

20 de abril de 2005 às 04:07  

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