23.9.19

Um aspecto que pouca gente refere

Há um aspecto que pouca gente refere: 
Olhando para a Terra na perspectiva do seu eixo, vê-se que as nações árticas têm toda a vantagem em que algum do gelo derreta (e quanto mais, melhor para elas...), pois isso implica a abertura de rotas de navegação que lhes trazem um benefício gigantesco. 
Para esses países, que vivem grande parte do ano com temperaturas muito negativas, uma subida de 1 ou 2 graus é o que menos os preocupa, muito menos os aflige o que se poderá passar, daqui a décadas, no resto do mundo...

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6 Comments:

Blogger Ilha da lua said...

Um aspecto que pouca gente refere,mas,que pode explicar muita coisa...

23 de setembro de 2019 às 18:16  
Blogger Fernando Ribeiro said...

Parece-me que o que mais interessa às nações do Ártico, não é a abertura de novas rotas de navegação, mas sim o acesso livre de gelos a gigantescos depósitos de petróleo e de gás natural que estão no fundo daquele oceano, além de muitas outras riquezas. A Rússia já vai dizendo que tudo o que estiver entre ela e o Polo Norte é dela, baseando-se no que diz ser a sua própria plataforma continental, o que os outros contestam. A Noruega, sobretudo, sente-se prejudicada pelas reivindicações russas, e os outros países também não lhes acham graça nenhuma. «Ora, ora, a Noruega...», poder-se-á dizer, «o que pode a Noruega fazer contra o gigante russo?» Pode mais do que possa parecer, pois a Noruega é membro da NATO. Aliás, todos os países do Ártico são membros da NATO, exceto a própria Rússia: Estados Unidos, Canadá, Noruega e Dinamarca, que é a potência administrante da Gronelândia. Acontece que Portugal também é membro da NATO. Se houver alguma sarrafusca no Ártico, também poderá sobrar para nós, com base no princípio da solidariedade entre os membros da NATO.

23 de setembro de 2019 às 20:32  
Blogger C. Eliseu said...

É verdade. Os EUA são também uma 'nação ártica', mas se há 50 anos promoveram o 'gigantesco passo da humanidade', o que lhes interessa agora é a compra da Gronelândia.

23 de setembro de 2019 às 22:46  
Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

Esqueci-me de referir um aspecto importante:
A fusão de gelo flutuante não faz subir nem um milímetro o nível da água.
É o caso de quase todo o gelo do Ártico.
Ao contrário, já agora, do gelo antártico, "ancorado" na crusta terrestre.

24 de setembro de 2019 às 09:34  
Blogger José Batista said...

Este comentário foi removido pelo autor.

24 de setembro de 2019 às 22:18  
Blogger José Batista said...

Muito bem CMR.
Esta matéria dá origem a muitas confusões. Nas aulas, com alunos do secundário, costumo resolver a questão com uma experiência simples: Enche-se um copo com alguns cubos de gelo no fundo com água até ficar raso. Nesta altura, um décimo do volume do gelo fica acima do nível da água (mais alto do que os bordos do copo). Segue-se a pergunta: Quem acha que a água transborda, quando o gelo fundir? Quase todos respondem que sim. Então, é só esperar, verificar o resultado e apresentar a explicação.

24 de setembro de 2019 às 22:24  

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