12.8.22

A discussão do politicamente correcto

Por Joaquim Letria

A cidadania assentou arraiais no politicamente correcto, transformando-se numa ideologia e ambicionando promover-se a pensamento único.

Em nome dela reescreve-se a História, destrói-se e nega-se o que aconteceu, apagam-se as circunstâncias, nega-se o passado, insulta-se e calunia-se pessoas, deitam-se estátuas abaixo, destroem-se monumentos, faz-se censura e apaga-se a verdade.

Aqueles que dizem que a cidadania abre-nos o futuro, não estão a ser sérios, porque o politicamente correcto estreita horizontes, limita o debate e impõe ideias uniformes. Muito disto se passa a todo o momento e à vista de todos, incluindo naturalmente o Estado.

Defendendo que a disciplina de cidadania seja facultativa e opcional e de modo nenhum obrigatória nos currículos do ensino, mais de 100 personalidades conhecidas e respeitadas vieram a público fazendo ouvir a sua voz. Todavia, note-se que aquilo que eles contestaram foi muito mais do que uma disciplina inserta nos programas escolares. Aquilo que eles recusaram foi a imposição e formatação dum pensamento único. Mais tarde ou mais cedo o politicamente correcto teria de ser posto em causa e contestado. 

Uma ideologia que reescreve a História, menoriza a família e se quer impor no ensino, imposta logo nos primeiros anos de escolaridade, não podia deixar de provocar reacções. É possível, e desejável, que esta polémica a que assistimos seja o início dum grande debate. Oxalá assim seja.

Publicado no Minho Digital

 

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1 Comments:

Blogger opjj said...

Enquanto o PS estiver no poder nada muda.
Veja o caso da Ortografia que já lá vão anos de protestos e nada muda.
Com a Cidadania acontecerá o mesmo.

12 de agosto de 2022 às 18:49  

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