FOI actualizado o blogue Arroz Doce, de Joaquim Letria, com a crónica Confidencial do passado fim-de-semana.Etiquetas: JL
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Blogue-arquivo Humor Antigo - Ano de 1936Por João Paulo Guerra
A discussão sobre o calendário eleitoral prolongou-se no tempo mas, no final, da discussão saiu a luz, porém intermitente. Ou seja, a solução foi aplaudida por todos, o que quer dizer que não agradou propriamente a ninguém.
DISCUTIA-SE A SIMULTANEIDADE ou não das legislativas e autárquicas, apenas com o PSD a preconizar eleições no mesmo dia. A solução rejeitou a simultaneidade mas foi o mais parecido possível com actos eleitorais simultâneos. Os portugueses não vão a votos para legislativas e autárquicas no mesmo dia mas... com duas semanas de diferimento. Quer isto dizer que a campanha eleitoral para as autárquicas começa antes mesmo do apuramento final dos votos das legislativas. Ou seja: entre as legislativas e as autárquicas, ainda não se saberá quem vai encomendar o traçado do TGV mas já se estará a discutir a promessa do túnel ou do chafariz.
Ou, calhando, não vai discutir-se nada disso. Nas europeias arengou-se sobre quase tudo, menos sobre a Europa. E um candidato do partido do Governo, em campanha para Estrasburgo, chegou a pedir maioria absoluta para São Bento. A redução das eleições a meros concursos de promessas ou zaragatas de baixa política é o degrau mais rasteiro da perversão da democracia e da sua essência: a escolha por eleição, votando. Não ganham os credores de mérito e confiança, mas os campeões do zaragateio e os lidadores de aparências. Mais abaixo que isto só a chapelada. Mas até para a chapelada já não falta tudo à desvalida e maltratada democracia portuguesa. O Governo acaba de reconhecer que há pelo menos dois mil eleitores com dupla inscrição nos cadernos eleitorais. É preciso, imperioso e urgente lançar e defender a palavra de ordem: Portugal não será a Sucupira da Europa.
«DE» de 3 de Julho de 2009
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Por João Paulo Guerra
Os socialistas andam irritados com Cavaco Silva e acusam já publicamente o Chefe do Estado de “activismo declaratório”.
O MÁXIMO EM QUE LHES POSSO VALER é aconselhá-los a ler mais frequente e atentamente a Coluna Vertebral no Diário Económico para não serem apanhados tão de surpresa. Se tivessem lido, por exemplo, a crónica de 23 de Junho do ano passado, estariam alertados para a eventualidade da carreira Belém - São Bento passar a fazer agulha, ou mesmo transbordo, por São Caetano à Lapa.
Mas o que tem que se lhe diga é a acusação de "activismo declaratório", que é uma fórmula um tanto ou quanto depreciativa que banaliza a chamada magistratura de influência. O Chefe de Estado faz declarações ao país, patenteia, testemunha, manifesta-se, sobre o negócio da PT com a TVI, o adiamento do TGV, a localização do aeroporto e outros assuntos de Estado. O termo activismo tem um sentido de militância, com mais acção que teoria, mais propaganda que doutrina. E o termo declaratório é absolutamente desdenhoso. Declarativo ainda teria alguma dignidade. Mas declaratório rima com falatório, parlatório e parlapatório, enfim é sinónimo de cavaqueira, murmuração, ruído, tagarelice.
Declaratório é um declarativo inconsequente, de quem fala por falar, e não se diz isso de um Chefe do Estado, a menos que se queira dizer.
Outra acusação que socialistas lançam nos jornais contra Cavaco Silva é que o Chefe do Estado andará tentado "pedalar a mesma bicicleta" que o PSD. Mais uma vez só posso aconselhar uma leitura mais assídua desta modesta coluna. Com efeito, em 24 de Abril passado, aqui se avisava que, sendo o ‘tandem', até então, o veículo da coabitação, imediatamente antes ou logo depois das eleições ele poderia dar lugar a um triciclo.
«DE» de 2 de Julho de 2009
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Por C. Barroco EsperançaEtiquetas: CBE
Colombo - palmeiras - Esta imagem tem algo de estranho. A luz e as sombras. O insólito das belas palmeiras dentro de casa. A dimensão das árvores comparadas com as pessoas. Depois, vim a saber (e a apalpar): as palmeiras são falsas! Feitas com materiais verdadeiros, mas descascadas, restauradas, reconstruídas à volta de tubos de ferro e colocadas em vasos de cenário! (2006).Etiquetas: AMB
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UMA PERVERSA associação de ideias (provocada pelo título da crónica anterior) levou-me a ir buscar à estante dos livros este, do saudoso Inspector Varatojo, cujo subtítulo tapei.Etiquetas: AB

COMO já se percebeu, o desafio consiste em decifrar estas velhas charadas a que, dantes, chamavam "hieróglifos comprimidos". Claro que haverá um prémio para quem o fizer (um livro policial) mas - atenção! - só se os decifrar todos. Enquanto não houver dicas, cada leitor poderá dar uma única resposta tripla.Por Baptista-Bastos
NÃO É DE ESTRANHAR que uma sondagem recente atribua "empate técnico" ao PS e ao PSD, nas legislativas. A prática governamental, nestes últimos anos, é um empreendimento de confronto com sectores sociais decisivos, e uma construção de poder (direi pessoal) que repousa em imprevisíveis decisões individuais. O modelo não se rege por princípios; obedece a reflexos. Chamado de "reformas", foi elogiado pelas faixas mais retrógradas da nossa sociedade. E a sociedade está em fanicos.
Notoriamente, o orgulho de Sócrates foi amolgado com a derrota nas "europeias". Até hoje engole em seco, mas continua a combinar os mesmos elementos modulares que têm feito a sua perdição. Parece que não consegue definir o corpo social português e delimitar as fronteiras entre as classes. Sabe-se que nada tem a ver com "socialismo" como instância histórica, ideológica e ética. Também se sabe que conseguiu domesticar aqueles dos seus camaradas que, tenuemente embora, ainda agitavam as bandeiras de uma específica identidade política. A derrocada de 7 de Junho alarga-se em vergonhosas cumplicidades. Nenhum "socialista" se rebelou. Talvez porque já não haja socialistas. Talvez porque o socialismo nunca existiu. Talvez. Uma única certeza: José Sócrates nunca foi socialista. (...)
Texto integral [aqui]
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Por Nuno CratoEtiquetas: NC
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Humor Antigo - 1936Metade dos portugueses não usufrui do período total de baixa médica sem ter que fazer grandes restrições ao orçamento familiar. E uma percentagem superior a 13 por cento admite não conseguir comprar todos os medicamentos de que necessita.
OS INDICADORES de privação, agora divulgados, revelam que bastante mais de metade da população tem um orçamento familiar inferior a 900 euros. E apenas 17,5 por cento dos agregados familiares têm rendimentos superiores a 1500 euros. Cerca de 62 por cento dos portugueses não consegue pagar uma semana de férias fora de casa. Os indicadores em referência confirmam que se alargou a exposição à vulnerabilidade, afectando grupos bastante diversos. Ou seja, os portugueses têm empobrecido ainda mais ultimamente com uma política que, já antes da crise, em vez de criar riqueza criava ricos mas, acima de tudo, produzia novos pobres. Muito provavelmente, aos olhos do poder, francamente preocupante é que tenham desaparecido 700 dos 10.400 milionários portugueses.
Para tudo isto, e para além das políticas fundadas na desigualdade, muito contribui um certo atavismo português, enraizado pelo chamado Estado Novo, segundo o qual a riqueza não traz a felicidade e a pobreza é uma fonte de alegria. Pobretes mas alegretes, dizia-se, segundo uma filosofia de vida propagandeada em filmes e canções ligeiras. O próprio sátrapa de Santa Comba apresentava-se cultivando a imagem da humildade e da sovinice, um forreta que criava galinhas e plantava couves na residência de São Bento, para que Dona Maria servisse aos convivas a comidinha dos pés-rapados lá da aldeia.
E ainda perdura. A democracia não ensinou nada aos portugueses. Os pobres são felizes na pobreza e os chico-espertos prosperam por conta de habilidades.
«DE» de 30 de Junho de 2009
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Público de ontemEtiquetas: JL
UMA VEZ colocadas estas 4 cartas em cima de uma mesa, pegar na 2ª e colocá-la em cima da 1ª por forma a tapar apenas uma 'pinta'. Depois, pegar 3ª e colocá-la sobre a 2ª por forma a cobrir, também uma das 5 'pintas'. Finalmente, fazer o mesmo com a 4ª, por forma a tapar uma das 'pintas' da 3ª.
Por João Paulo GuerraEtiquetas: autor convidado, JPG
Por A. M. Galopim de CarvalhoEtiquetas: GC
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AS ELEIÇÕES autárquicas não se efectuarão na mesma data das legislativas; ora, como o voto electrónico é coisa que não anda nem desanda, inúmeras pessoas vão ter de se deslocar centenas de quilómetros para votar - não apenas uma, mas duas vezes, e no espaço de poucos dias.
A pergunta com prémio (um livro policial, para o primeiro leitor que der a resposta certa) é a seguinte:
Qual terá sido a associação de ideias que me levou, no seguimento dessa decisão, a afixar aqui o filme do macaco Gervásio?
Actualização: a resposta certa foi dada no comentário das 19h53m.
Por Antunes FerreiraEtiquetas: AF