Associação de ideias - V

O que é que terá levado Alexandre Dumas a ir buscar um português com esse nome? Apenas por ter vivido na época em que a acção do romance decorre e ser uma pessoa muito conhecida em França?
Na realidade, o verdadeiro Abade Faria era português, nascido em Goa, fez os seus estudos em Roma e acabou por se notabilizar em França, no início do século XIX, pelos seus estudos sérios (e cujos resultados se revelaram quase sempre acertados à luz do que hoje se sabe) acerca do hipnotismo. Ah!, e apesar de ter vivido algum tempo em Marselha, mesmo à vista da célebre prisão, nunca esteve preso - nem lá, nem em parte nenhuma...
Este livro que aqui se mostra, da autoria do Professor Egas Moniz, é uma interessante monografia sobre esse assunto, abordando, essencialmente, a vida e obra do verdadeiro Abade Faria, mas não fugindo à comparação com o seu homónimo fantasiado. No fundo, o nosso Prémio Nobel da Medicina considera que Dumas-pai escolheu a personagem do padre português (que, aliás, nunca conheceu pessoalmente) como uma homenagem ao homem íntegro, estudioso e inconformado que ele foi.
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