15.8.12

Então, até à próxima menina

Por Ferreira Fernandes
UM TIPO deita fogo a um elevador e mata os três infelizes que lá iam. Eis o que se pode chamar acidente. Um imprevisto. Não há nada a fazer, 'antes', contra tipos que fecham pessoas dentro de elevadores e as assam. São como os raios, acontecem. Não se pode ter células de intervenção a postos caso surja o assassino do elevador. O que há a fazer é a posterior: depois do imprevisto, prendê-lo o máximo de tempo. Antes, nada se pode fazer. 
Mas há mortes que podem ser evitadas: basta não lhes chamar acidentes. Por exemplo, mortes como daquelas duas meninas, no Porto - uma, de ano e meio, rasgada por um dogue argentino, e outra, de oito anos, com a morte nos olhos para toda a vida pelo que viu acontecer à irmãzita. Isso não foi acidente. Não foi imprevisto. Era tão previsível como a conversa criminosa que se seguiu ("não há cães perigosos, há é..."), patrocinada pelos perigosos criadores de cães perigosos. Há cães perigosos, sim, e lista deles. Por isso é que nunca é acidente o que fazem. E por isso eles não podem existir onde haja gente normal. 
Exemplo de gente normal é uma menina de dois anos que quando um cão a lambe lhe puxa uma orelha. Exemplo de cão perigoso é o que estraçalha uma menina que lhe puxou a orelha. Onde houver gente normal não pode haver cães perigosos. Os donos desses cães podem estar descansados, não estando no pressuposto da frase anterior, podem ir com os seus queridos assassinos para onde quiserem. Longe. 
«DN» de 15 Ago 12

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3 Comments:

Blogger Unknown said...

vim aqui so dizer que o sr sofre de diarreia mental. entao nao acha estranho, uns pais deixarem uma menina a guarda de uma senhora que anda de andarilho, que tem dois dogues argentinos presos num apartamento o dia inteiro. eu tambem nao lhe chamo acidente e acho que era mais que previsivel, um cao que vive nestas condicoes, seja ele de que raca for, torna-se perigoso. o que tem o sr a dizer, do labrador que a semana passada cortou de cima a baixo uma sra. de idade?nesse nao convem falar pois nao pertencia a lista...
essa filosofia de estes caes nao deverem existir foi usada por um sr. nascido na austria a cerca de 100 anos atras, e a lista incluia 3 racas, pretos, ciganos e judeus?
segundo aquilo que esta a dizer estes tambem nao deviam existir...

devia antes dizer que 90% das pessoas que tem estes caes, nao os deviam ter, pois apenas os tem para se armarem em bons e depois os largam fechados em jaulas autenticas o dia todo...

o que tem o sr a dizer dos trabalhos realizados por exemplo, pela associacao pitbull oeste, que todas as semanas levam os seus caes para brincarem com as cirancas com paralisia cerebral?

o que eu vejo neste texto escrito pelo sr ferreira fernandes e preconceito puro e um insulto gratuito a pessoas que tem estes caes, com todas as condicoes de seguranca e bons tratos, ou seja, que tem conhecimento para ter estes caes, que mais nao sao que animais com grande forca fisica.

o sr. esta neste texto a dizer que eu sou perigoso?esta a chamar-me anormal?sabe que o que esta a dizer pode levar a processos judiciais?

cumprimentos

15 de agosto de 2012 às 16:36  
Blogger diogo said...

processos judiciais que iriam levar à prisão alguém que expressou uma opinião e não levam nunca criminosos . os pais da maddie não foram processados por abandono dos filhos , mas querem apostar que os pais desta menina vão ser ?
basta terem uns amigos endinheirados e criadores de cães perigosos ...
se não fosse tão velho ...valia a pena saír daqui

15 de agosto de 2012 às 20:18  
Blogger António said...

O Sr. edi oliveira fala com a agressividade típica de quem fica fechado num apartamento o dia inteiro. Se não o segurarem, ou o levarem à rua, ainda é homem para fazer uma maluqueira qualquer, tipo meter o Ferreira Fernandes em tribunal ou comprar um doberman.

16 de agosto de 2012 às 22:22  

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