5.7.13

Há feira no Entroncamento!

Por Pedro Barroso
DISSE o homem: - bom... eu saio... não saindo propriamente, pois, se saísse, sairia; e assim, ainda não sabemos. E eu também não.
Portanto, como não nos entendemos, teremos de conversar mais, apesar de eu não querer conversar mais, até porque não nos entendemos; mas tenho de o fazer, pois temos de entender-nos.
O que se pretende de bom para o país exige-nos sacrifícios, mas o país não pode mais sacrificar-se, portanto eu também não.
Alias, embora concordando, discordo de muitas coisas com que concordo. Estou, contudo, mais ou menos disposto a sacrificar-me pelo país, concordando sem concordar e até discordando sem propriamente discordar. 
- Oh freguesa, venha cá!
Então eu tomo posse de um ministério de um Governo que amanhã pode não existir, mas pelo menos, sempre lá estive. E agradeço do coração ao ministro cessante pela bela embrulhada e caldeirada de erros que me legou. Fico portanto honrada por, não sendo ministeriável, afinal ser a única ministeriável.
Vamos empossar ministros, antes que tudo caia e se desapossem uns aos outros. Como amanhã pode já não haver governo, é aproveitar agora. Amanhã não sabemos, mas se fizermos todos um esforço saberemos. 
- Está um calor que não se pode... livra!
O CDS não faz parte já da coligação, mas deseja manter a coligação. Se já não houver coligação, mesmo assim há coligação de alguns consigo mesmos.
Os ministros põem o lugar à disposição do partido, embora estejam, supunha eu, ao serviço da Nação. Saem se o partido decidir, mas não saem, porque afinal a nação precisa de mais sacrifícios. E o Seguro espreita os farsantes.
Vão todos dialogar, mas creio que não há lugar possível. Está tudo dialogado. Devemos entender este governo como caindo aos duodécimos, como uma coligação de partido único ou como uma palhaçada global?
Não sabemos. Ninguém sabe. 
Bom, esta terra é um fenómeno. E os garotos andam mais brincalhões que nunca. E o manequim de fatinho riscado da rua dos Fanqueiros, firme e hirto, joga a batalha naval com a Maria.
Todos diferentes, todos iguais. Mas tanto assim, nunca supus.
- Que tal um pratinho de caracóis e uma bejeca? Vai um submarino ao fundo?

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2 Comments:

Blogger Antonio Cristovao said...

Como somos parecidos com os gregos. Olhar para o que se passa na Grécia devia ser obrigatorio para todos os eleitores.
Agora que perdemos um Homem serio que ainda punha alguma ordem na garotada vai ser bonito. Ou a troika/merkl nos ajuda ou estamos entregues a joker&ca

5 de julho de 2013 às 11:53  
Blogger José Batista said...

E enquanto uns brincalhões "brincalham" outros há que vão pagar a conta.
E que conta!

6 de julho de 2013 às 08:03  

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