17.10.16

Sem Emenda - As Minhas Fotografias


Trabalhos na Lisnave da Margueira, Almada – Estes estaleiros já terminaram a sua vida útil. Em 2000, a Lisnave transferiu-se para a Mitrena, em Setúbal, na antiga Setenave. A inauguração destes estaleiros, entre os mais famosos do mundo, ocorrera em 1967. Com o canal do Suez encerrado (por causa da guerra no Próximo Oriente), desenvolveu-se a Rota do Cabo (volta à África, passando pelo Cabo da Boa Esperança). Os super-petroleiros eram cada vez maiores, atingiam facilmente as 400.000 toneladas e a Lisnave da Margueira estava já preparada para um milhão de toneladas. A Lisnave empregava mais de 8.000 trabalhadores, alguns dos mais qualificados do país. A evolução internacional, a concorrência asiática e mesmo europeia, o recomeço da via do Suez e os acidentes ecológicos que levaram a diminuir a dimensão dos petroleiros tiveram efeitos negativos na empresa. Depois, a revolução, a perda de Angola e as nacionalizações agravaram ainda mais a situação do sector e da empresa que era a jóia da nova economia. A Lisnave quase desapareceu. Após anos de enormes dificuldades, deslocou-se para Setúbal, ressuscitou e parece de boa saúde. A Margueira ficou à espera.

DN, 16 de Outubro de 2016

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2 Comments:

Blogger Ilha da lua said...

A economia dos países está sempre sujeita a determinados factores imprevistos,umas vezes endógenos,outras vezes exógenos ..,e,é nessas alturas que é preciso visão,engenho e arte para se fazerem correcções ,ajustamentos e reajustamentos necessários

17 de outubro de 2016 às 18:04  
Blogger SLGS said...

Tudo o que é dito é verdade,mas para além dessas realidades, houve factores #endógenos# que aceleraram o declínio e atrasaram muito a recuperação, deixando a Margueira no estado em que ficou. Todos sabemos quais foram,os pseudo revolucionários e as #esquerdites# exacerbadas.

17 de outubro de 2016 às 21:21  

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