17.11.16

A Bulgária e as eleições presidenciais

Por C. Barroco Esperança 
Para a História, ficaram rivalidades contra o império otomano e, depois, contra a Sérvia, Grécia e Roménia, sucessivamente. Foi e deixou de ser Estado independente em épocas diferentes. No século passado as suas fronteiras sofreram de geometria variável e a sua população de alterações étnicas, ao sabor da força das armas e da geoestratégia mundial.
 A Bulgária foi um país aliado do nazismo durante a guerra de 1939/45. Esteve depois sob o domínio da URSS até à implosão desta. Em 2004 passou a integrar a NATO e, em 2007, a União Europeia.
 No último domingo, o candidato da oposição socialista ao Governo, Rumen Radev, um general pró-russo apoiado por ex-comunistas, venceu as eleições presidenciais contra a rival apoiada pelo primeiro-ministro conservador, Boiko Borisov.
 Não se trata de mera alternância do poder. O candidato socialista, ao vencer as eleições presidenciais, provocou a demissão, já anunciada, do PM conservador e as divergências atingem o consenso precipitado da União Europeia em relação à integração da Crimeia na Rússia.
 Rumen Radev, vencedor das eleições, defende essa integração que a UE contestava num alinhamento com a política da NATO cujo futuro fica agora dependente do imprevisível e pouco recomendável presidente Trump.
 A localização da Bulgária na instável região balcânica, a sua tradição beligerante com os países vizinhos e a crescente deriva autoritária do Irmão Muçulmano turco, Erdogan, aliada à manifestada intenção de alargamento territorial, no rescaldo da destruição síria, são ingredientes bastantes para tudo o que possa correr mal à Europa, corra ainda pior.
 A Moldávia elegeu também um Presidente pró-russo, Igor Dodon, que já prometeu um referendo à UE.
 Pior e mais inquietante cenário do que o que ora se desenha, é impossível.
 Ponte Europa / Sorumbático

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2 Comments:

Blogger SLGS said...

Subscrevo. Tem toda a razão!

17 de novembro de 2016 às 15:53  
Blogger Ilha da lua said...

Com muita mágoa também subscrevo esta opinião

17 de novembro de 2016 às 21:54  

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