7.1.14

Contributos para o debate sobre a calçada portuguesa (6)

Lisboa - Largo Frei Heitor Pinto
A principal curiosidade está na foto de baixo, onde se vê um arrumador de carros (dos vários que ali actuam), às 13h de uma 3ª-feira, a encaminhar mais um condutor para um local de estacionamento proibido - em zona entregue aos cuidados da EMEL.
As fotos anteriores dispensam comentários - são imagens de uma terra que chora baba e ranho (alternando com lágrimas de crocodilo) sempre que se fala da destruição da calçada portuguesa.

2 Comments:

Blogger Bmonteiro said...

Luxos romanos num país de pelintras.
Um país dirigido por ceguetas, para não dizermos cegos. Ou antes, de olhos em bico para os seus gabinetes. De onde parece não saírem nunca.

7 de janeiro de 2014 às 16:55  
Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

Claro, mas a situação é mais estranha porque se juntam, no mesmo local e ao mesmo tempo, várias realidades contraditórias:

A zona da calçada é considerada "passeio", pelo que o estacionamento é interdito (foi-me dito por comerciantes que ali têm estabelecimento).
Trata-se de uma zona EMEL onde, portanto, o estacionamento ilegal pode ser punido.
No entanto:
Tem 2 acessos próprios (um deles - uma rampa - vê-se nas 2 fotos de baixo), e o uso do espaço é autorizado para serviço da igreja.
Os arrumadores da zona encaminham para ali os condutores, sem que nada aconteça a uns nem a outros.

NOTA: Em 13 de Novembro, a partir de fotos semelhantes que para lá enviei, esta situação também foi abordada no blogue «Má Despesa Pública» - ver [AQUI].

7 de janeiro de 2014 às 17:25  

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