22.2.05

A nova DANÇA...

Depois de uma eficaz campanha eleitoral à base de generalidades que até a minha padeira saberia enunciar

(LIDERANÇA, MUDANÇA, ESPERANÇA, CONFIANÇA, etc),

era de prever que, pelo menos para rimar, aparecesse a

D. CONSTANÇA no meio da FESTANÇA

E, de facto, na noite do dia 20, lá apareceu a dar tau-tau na Comunicação Social:

«Habituem-se!» - declarou, com um ar de quem se sente muito acima do comum dos mortais a quem faz o favor de falar de vez em quando.

Será de mim, ou havia mesmo no ar um inquietante assomo de «ARROGANÇA»?


7 Comments:

Blogger António Viriato said...

Além de arrogância, há uma presunção óbvia, alimentada por incompreensível bajulação interna e externa, até da chamada aguerrida Comunicação Social. Por detrás daquela sobrevelocidade de dicção esconde-se muita superficialidade, muita banalidade e falta de seriedade. E nunca me esquecerei que falou de Bruxelas em favor dos espanhóis do Santander, contra o então seu Governo, seu Partido, seu ex-colega, Sousa Franco, que havia tomado uma decisão partriótica, no caso da venda do Grupo Champalimaud. Soube depois que, além de Comissário, também era vice-presidente de um grupo bancário espanhol e assim se entendeu melhor a sua posição. Entretanto, o flexível Guterres mudou de opinião, deixou de apoiar o então Ministro das Finanças, substituindo-o pelo novo Cristóvão de Moura, que «desbloqueou o processo», entregando cerca de 10 % da banca nacional aos espanhóis do Santander. Que grandes socialistas estes ! Haja decoro ! O resto iremos ver nos tempos que aí vêm... Parece maldição : sai um playboy, entre um janota, especialista em frases feitas, numa segunda versão degradada de Guterres, que, ao menos, era do Técnico e, ao que dizem, barra em Matemática...facto que não lhe valeu de nada na aritmética do PIB, naquela célebre pergunta em directo... Ainda se fosse caso para aplicar transformadas de Laplace ou o teorema de Stokes...Entretanto, oremos...

23 de fevereiro de 2005 às 00:38  
Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

Eu não estava a par de tantos pormenores.
Mas o certo é que embirro com pessoas arrogantes, sejam eles o vizinho da frente ou o Dr. António Vitorino.
E também embirro com os que se dizem "doutores" e "engenheiros" e não o são.
(Pelo menos, inscrito na Ordem dos Engenheiros, dizem-me que José Sócrates não está. Então como é?).
Sobre isso,vou ver se faço um resumo do texto seguinte:
http://diferencial.ist.utl.pt/edicao/24/olivexport.htm , que gostaria que lesse.

23 de fevereiro de 2005 às 08:08  
Anonymous Anónimo said...

Concordo com a apreciação que o leitor António Viriato faz acerca deste Vitorino.

Sempre achei que o homem era esquisito. Um tipo que não pára de se rir, qualquer que seja o assunto, não pode ser bom da cabeça.

Agora veio denunciar a costela arrogante e autoritária, como bem observou o Medina Ribeiro.

Diz o ditado : se queres ver o vilão, põe-lhe o pau na mão.

Esta vitória do PS, com maioria absoluta, vai proporcionar-nos muitas revelações.

A procissão ainda vai no adro.

Assinado : SOKAL

23 de fevereiro de 2005 às 22:50  
Anonymous Emanuel Martins said...

Respeito todas as opiniões,mesmo aquelas que me parecem viciadas de preconceito.
Mas no caso concreto, e deixando uma leitura levíssima sobre antecedentes, concentrando-me na substância do facto, é imperioso questionar: Alguém duvida que o "4º Poder" (a Comunicação Social)é hoje no nosso país o "1º Poder"?
E que por força disso, são comuns as manifestações de arrogância, ou na melhor das situações recebemos como notícias interpretações de factos?
A coragem de dizer Basta(!) a este estado de coisas do Estado, pode parecer, ou ser interpretado, como um acto de arrogância (sobretudo se alimentado por "leituras " do passado), mas para quem alguma vez teve "vida pública" pode perfeitamente ser lido como um acto de Coragem, e "um aviso à navegação", e eu prefiro entendê-lo como tal.

26 de fevereiro de 2005 às 12:21  
Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

Não haveria nada a dizer se a "boca" não tivesse vindo de um "D. Sebastião", alguém muito desejado pelo Partido mas que se tem sucessivamente negado a aceitar as responsabilidades concretas que ele lhe pede para assumir.
Pelo menos é essa a imagem que ele tem dado de si - assim como Guterres e Barroso estão "catalogados" como "fugitivos".
Aliás, Mário Soares, da última vez que o encontrou, disse-lhe na cara algo como:
"Olhe que chegou a hora de deixar de se baldar..."
--
Quanto à exagerada influência dos órgãos de Comunicação Social:

Em princípio, havendo-os de todas as tendências, isso seria diluido.
O que aconteceu nos últimos meses foi que Santana conseguiu "o pleno" - talvez com excepção do "Jornal da Madeira", subsidiado por todos nós, através do seu (também) colaborador AJJ...

26 de fevereiro de 2005 às 13:12  
Anonymous Emanuel Martins said...

Confesso que não tenho nenhuma simpatia pessoal, por aí além, pelo dr. António Vitorino, mas reconheço-lhe capacidades que outros por essa Europa também lhe reconhecem.Não assumo por tal a condição de defensor "oficioso" do dito, mas...
Desejados pelos partidos, serão todos os que possam e queiram servir a causa pública, e a quem se reconheçam capacidades para o fazer. Se aceitam ou não, deve ser matéria do juízo individual à consideração do que lhes é oferecido, em que condições, com que meios, e para que fins, entre outras coisas. Desconheço em que condições foi o mesmo "convidado", mas retiro que se não aceitou ser leader do seu partido, com possível ascensão a 1º ministro, aceitou ser a pessoa que escreveu o programa de Governo e assumir no futuro uma pasta neste. Parece-me plausível, até mesmo contrastante com ambições desmedidas de poder com que nos vamos confrontando dia a dia, que nem sequer respeitam o célebre "Princípio de Peter".
Por fim, uma pequena pergunta : alguém acredita que as suas palavras para a C.S., não tenham como fundo uma vontade colectiva do núcleo central da candidatura vencedora?
...e só mais uma :
Não é legítimo que um 1º ministro procure formar um Governo, sem apelos à "desbunda" que resulta de cada nome "pensado" andar de rojo pela praça pública, objecto das mais variadas especulações pela C.S. que temos, gizando 2ªs e 3ªs escolhas?
Sendo eu por natureza contrário ao autoritarismo e a arrogância, confesso-me cativável pela autoridade, quando legítima.
Por isso gostei, desculpem.

26 de fevereiro de 2005 às 17:21  
Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

Claro!

Só tenho é de estar muito grato pelos comentários que tem a paciência de fazer!

26 de fevereiro de 2005 às 19:25  

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