27.12.08

«Patos & Tubarões» - Passatempo com prémio

A PROPÓSITO dos recentes escândalos bancários, aqui fica, então, o anunciado passatempo «Patos & Tubarões», cujo prémio será o livro que aqui se mostra, acrescido do policial «O Crime Serve-se Frio», de Frank Gruber - uma escolha feita por motivos que dispensam explicações...
Trata-se de premiar o autor do melhor comentário que venha a ser feito até às 20h de 30 Dez 08 e que inclua as palavras Patos e Tubarões.
Cada leitor pode concorrer as vezes que quiser.
Actualização: o passatempo foi ganho por "anjac", o que, na altura, foi indicado em post à parte. No entanto, já depois de enviado o prémio à vencedora, esse outro post foi actualizado e a referência desapareceu. As minhas desculpas aos outros (e às outras) concorrentes.

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5 Comments:

Blogger Ana said...

Os Patos depositaram
dinheiro nos cofres dos Tubarões.
Mas de ânimo triste ficaram
quando quiseram levantar os seus tostões.

28 de dezembro de 2008 às 22:41  
Blogger Sobolas said...

Em Todos Cofres Bancários os Patos Avarentos e Gestores zelam pelos fundos dos outros como se de os deles se trata-se...A loucura e a ganância instala-se nas suas mentes e aos poucos tudo se transforma numa obsessão, se transforma em seu e a posessão é protegida pelos Tubarões que vigiam a imensidão dourada e avultada...de forma a não deixa-la escapar...Loucos somos nós que lhes dá-mos nossos fundos e pés de meia.

29 de dezembro de 2008 às 13:09  
Blogger Carla Simões said...

Patos & Tubarões, eis uma excelente metáfora que representa fidedignamente os recentes escândalos vividos no sector bancário. Nada melhor do que esta ilustração para apresentar dois pólos bem distintos que marcam presença na banca.
De um lado, encontramos os administradores das instituições bancárias, os todo-poderosos, os reais "tubarões" da banca que utilizam os bens monetários dos clientes para benefício próprio, acabando por abalar a sociedade bancária que cai em descrédito, a confiança dos clientes e consequentemente toda a sociedade civil, como se de uma bola de neve se tratasse.
No outro pólo encontramos, claro está, os clientes que são os verdadeiros "patos" da situação. Não que as suas contas se equiparem à caixa forte do tio Patinhas, mas "patos" tal como ele serão sempre, pois os "tubarões" continuam a movimentar-se a seu belo prazer no meio do dinheiro dos clientes(muitas vezes as poupanças de uma vida...) recorrendo a esquemas pouco ou nada lícitos, através dos quais enchem os seus próprios cofres!

29 de dezembro de 2008 às 19:32  
Blogger mariazita said...

Estamos fartos de tubarões que arrecadam quanto podem e de patos depenados que não têm dinheiro nem para comer. Então mas já não há meio termo? No meio disto tudo prefiro os golfinhos pois pelo menos pensam, não são amigos de tubarões e têm mais que comer que patos.

30 de dezembro de 2008 às 19:03  
Blogger carlos ponte said...

Blanquette, era uma bela cabrinha de sedosa pelagem branca que amava a liberdade. Apesar de ter uma bela vida na quinta do senhor Seguin, no verdejante vale do Ródano, olhava para o horizonte e sentia o apelo das montanhas distantes. Até que uma manhã, apesar dos esforços do dono, Blanquette fugiu. Durante todo o dia andou alegre, correndo pela montanha, guiada pelo instinto, inebriada pelos mil cheiros e sabores das plantas que nunca tinha visto. Ao cair da noite a cabrinha pressente o perigo. Podia ainda regressar à segurança da quinta mas lembrando-se que voltaria a ser amarrada ao poste, atira para longe esse pensamento, vira-se, e enfrenta corajosamente o lobo. Lutará com ele toda a noite mas ao alvorecer o lobo lançar-se-á, finalmente, sobre ela, e comê-la-á.
Esta é a história da cabra do senhor Seguin que Alphonse Daudet nos conta nas “Cartas do meu moinho”. Hoje o mundo já não tem o bucolismo retratado no conto, perdeu-o, e, se alguém quisesse recontá-lo, teria de mudar as personagens: a cabrinha seríamos nós, os patos, e o lobo seriam eles, os tubarões. O desfecho da história, esse, permaneceria inalterável.

30 de dezembro de 2008 às 19:09  

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