25.12.08

Luz - XXXVI

Fotografias de António Barreto - APPh

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Janelas escritório Lisnave - Nestas instalações, da Margueira, em Almada, funcionavam os escritórios. Tudo está hoje abandonado. Uma parte das actividades da Lisnave transitou para a antiga Setenave, em Setúbal. Há vários anos que as autoridades nacionais e autárquicas, assim como numerosos grupos privados, estudam o que se deve fazer naqueles locais. (2006).

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5 Comments:

Blogger bravomike said...

«Há vários anos que as autoridades nacionais e autárquicas, assim como numerosos grupos privados, estudam o que se deve fazer naqueles locais»
««Há vários anos que ...estudam...»»
Sina portuguesa, má sina.
O que seria, num país normal:
a) Assim que se teve conhecimento do destino da empresa, a autoridade central (governo/ministério) com a autoridade local (autarquia), iniciavam um «concurso de ideias» (público);
Seleccionado um destino/objectivo para a zona, seria aberto um concurso para um projecto de construção e ocupação daquele espaço: dar-lhe um destino social útil.
b) Um exemplo paradigmático (património da Defesa):
Instalações e quartéis abandonados há mais de uma década.
b.1) Forte da Graça junto a Évora, uma construção histórica de valor arquitectónico impar. Quando há perto de dez anos ali passei com um jovem arquitecto, este desdobrava-se em tirar fotografias no interior do forte, já com sinais de decadência e espaços vandalizados.
Quando há dois anos ali passei com alguns amigos, portas escancaradas, numa dependência perto da entrada, um auto tanque de água (atrelado, militar). Se tivesse uma quinta nos arredores, poderia ter dali levado calmamente o atrelado.
b.2) Quartel de Tavira. Uma fábrica de sargentos milicianos durante a guerra colonial. Há mais de uma década, dava guarida à formação militar obrigatória dos médicos milicianos, até estes terem passado a ser formados em Vendas Novas (escola prática de Artilharia).
A partir daí, servindo como centro de férias de praças contratadas, sem adesão significativa. Até recentemente.
Detectado este ano o interesse do autarca local pela instalação, serviu para levar a chefia do Exército à tomada de decisão: reactivar ali um regimento de infantaria. Que passou pela mudança do RI nº1 da Carregueira/Sintra para Tavira. O Exército na defesa da sua presença territorial, um sistema do tempo serviço militar obrigatório.
b.3) Uma irracionalidade primária, aceite pelo MDN, passou-se em 2006, com os comandos das regiões militares, extintas nesse ano. Que fazer, com as extraordinárias instalações de Évora e do Porto? Dar-lhes um destino social útil? Negativo.
Com os generais sem saberem o que querem (querem habitualmente mais dinheiro e defender o status quo), transferidos para ali dois altos comandos funcionais, Pessoal e Instrução, quando é da natureza dos mesmos, ficarem junto da chefia central. O novo chefe do Exército, deu assim que tomou posse, um sinal da necessidade de voltar à orgânica anterior. O chefe autor da medida, foi depois levado pelo MD à categoria de chefe das Forças Armadas.
c) Lei de programação/alienação do património da Defesa. Aprovada recentemente pela AR, um bom exemplo do tempo perdido na rotina do deixa andar, primeiro, em estudos depois. E maus estudos, já que deixou de fora dezenas de instalações susceptíveis de alienação desde já. Dos antigos quartéis-generais das regiões militares (extintas em 2006), ás escolas práticas das armas, a carecerem há anos de ser reunidas numa única (quatro em uma). Para ajudar à economia, a EP de Cavalaria (de Salgueiro Maia), foi entretanto transferida de Santarém para Abrantes (quartel de infantaria) com as despesas de adaptação inerentes, para voltar a ser mudada um dia, para... (Tancos, digo eu, onde funciona a EP de Engenharia) e de há uma década devia funcionar a EP das Armas.
Barroca Monteiro
Restelo, 25Dez08

25 de dezembro de 2008 às 12:04  
Blogger António Barreto said...

Prezado Bravomike (?),
O seu comentário é interessante e útil. Fiquei contente com as suas informações. Um caso é meu conhecido, também há anos, o Forte da Graça, perto de Évora. Há tantos exemplos destes! Monumentos, edifícios, partes de vilas e cidades, bairros inteiros... Espera-se... Diz-se que se vai estudar... Espera-se pela política, pelos interesses, pela ruína que pode ajudar a demolir tudo, pela especulação em outros terrenos mais interessante para os promotores, os construtores, os autarcas... Voltei há dias às instalações da Lisnave, onde vou regularmnte há mais de 30 anos: ali está, um local fabuloso, uma extensão magnífica, potencialidades infinitas... Espera-se... Vai estudar-se... Há discussões... Há diferenças entre o Estado, a autarquia, os promotores, os privados, o público... E ali está... Espera-se...

25 de dezembro de 2008 às 14:37  
Blogger António Barreto said...

Caro Medina Ribeiro, prezado Bravomike (?),
E se desafiássemos os leitores do Sorumbático a enviar para o blogue pequenos relatos, com fotografia, de casos parecidos, monumentos, fortalezas, bairros, edifícios interessantes, antigas fábricas, velhos palacetes? Cada um poderia contar a breve história do seu exemplo, como fez este Bravomike, talvez alguém se interessasse, talvez se chamasse a atenção "para quem de direito"... Parece ingenuidade, mas talvez seja interessante! Eficaz, não sei, mas interessante, tenho a certeza!

25 de dezembro de 2008 às 14:42  
Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

Acabei de chegar da Várzea de Sintra, onde fui passar as últimas duas noites, sem internet... mas com uma boa lareira.
Por isso, só agora estou a pôr a escrita em dia (o que tem aparecido afixado no blogue foi programado antes da partida...).

--

Quanto à ideia enunciada por A. Barreto, acho bem!
Fica já aqui o convite feito.

Independentemente disso, vou pensar na melhor forma de divulgação.

26 de dezembro de 2008 às 15:48  
Blogger j_pagaimo said...

Boa noite. Sou um estudante e residente na cidade de Almada, e estou bastante interessado em criar um blogue sobre arquitectura, e iniciá-lo com um post sobre a Lisnave. Desejava assim perguntar como teve acesso ao interior das instalações, já que estas se encontram desactivadas. Muito obrigado.

J. Pagaimo

3 de maio de 2010 às 22:45  

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