23.12.08

Ensine-me, por favor!

Por Nuno Crato
NAS ÚLTIMAS SEMANAS, tive de ir algumas vezes a uma rua esconsa do Bairro Alto. Na primeira vez que atravessei a pé o emaranhado de ruas, fiz vários erros. Fui tacteando, e só após algumas voltas dei com o lugar. Da segunda, mal confiado na minha experiência e na minha intuição de lisboeta, voltei a errar e só dei com o sítio após várias tentativas inúteis. À terceira, explicaram-me o caminho das pedras: à esquerda aqui e à direita ali. Não voltei a enganar-me.
As minhas primeiras voltas constituíram uma aprendizagem pela descoberta. Não foram muito eficazes. No final, por instrução directa, memorizei um caminho óptimo e não voltei a falhar. Talvez, se tivesse continuado a procurar às apalpadelas, tivesse conseguido encontrar esse caminho óptimo. Mas o processo teria sido muito ineficiente.
Texto integral [aqui]

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4 Comments:

Blogger brit com said...

O blog O Cartel deseja a todos um Bom Natal e um Feliz 2009.

23 de dezembro de 2008 às 10:45  
Blogger Teófilo M. said...

Claro que o prof. Nuno Crato, nunca terá dúvidas em solicitar que o ensinem, porque sabe que não sabe tudo, coisa que já é mais difícil de conceber para aqueles que pensam que o universo acaba ali, na linha do horizonte.

23 de dezembro de 2008 às 18:48  
Blogger Fartinho da Silva said...

Pois é! O problema é que a realidade, demonstrada mais uma vez nesse artigo, esbarra com os interesses instalados no sector do ensino em Portugal.

O que fariam os inúmeros "cientistas" e "especialistas" da educação que "trabalham" no gigantesco Ministério da Educação, nos seus inúmeros tentáculos, nas escolas "superiores" de educação, nos departamentos de "ciências" da educação de inúmeras Universidades, nos institutos "superiores" de "inovação" educacional, nas inúmeras editoras de livros "escolares" etc., etc., etc. se o Estado fizesse aquilo que deve, ou seja transformar as escolas em escolas, os professores em professores e os alunos em alunos?

O problema é este! O grande problema é este! Os lobbies das "ciências" da educação em Portugal dificilmente permitirão que a "escola" pública se liberte das correntes ideológicas impostas por eles, uma vez que é a sua sobrevivência que está em causa. Já alguém fez meia dúzia de contas para perceber os custos directos no Orçamento Geral do Estado deste lobby? E os custos indirectos?

23 de dezembro de 2008 às 19:29  
Blogger Helena Damião said...

Caro Fartinho da Silva
Há também inúmeros cientistas e especialistas da educação (sem aspas) que procuram trabalhar à margem de ideologias, orientando-se pela regras de pensamento científico.
Alerto para a diferença que deveremos procurar fazer entre as medidas e políticas educativas e a teoria e investigação que actualmente se faz em alguns sectores da pedagogia.
Ao contrário do que possa parecer, qualquer semelhança entre estes dois mundos é pura coincidência.

12 de janeiro de 2009 às 12:45  

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