23.5.09

Entrevista empolgante

Por Antunes Ferreira
O QUE SE PASSOU ONTEM no Jornal de Sexta da TVI foi uma cena inqualificável. A entrevista feita por Manuela Moura Guedes a Marinho Pinto foi a demonstração perfeita do que por aquelas bandas televisivas acontece no «tempo de informação» do penúltimo dia de cada semana. Pior é difícil que volte a acontecer. Isto, se José Eduardo Moniz não voltar a aparecer no ecrã a defender o que é indefensável: a esposa e o (dito) noticiário. De resto, volto atrás na intenção de não qualificar o ocorrido: foi uma peixeirada, sem adjectivos, aliás desnecessários. (...)
Texto integral [aqui]

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20 Comments:

Blogger Mg said...

Não consigo ver o "telejornal" da TVI. Não sei porque (ou, se calhar, até sei..), mas não consigo.

No entanto, a noticia já corre mundo e já tive a oportunidade de assistir ao espectáculo.

(Para quem ainda não viu: http://www.youtube.com/watch?v=tJifiwOvw-Y&feature=player_embedded )

Apetece-me perguntar o seguinte: sendo a entrevista (que desconheço se chegou, efectivamente, a existir)sobre a Ordem dos Advogados e, julgo, sobre a Justiça, e sendo a Justiça Portuguesa (sobre a Odem não me pronuncio) uma peixeirada, ou, se preferirem, uma palhaçada, não se pode considerar que acabou por decorrer tudo dentro da normalidade?

23 de maio de 2009 às 11:23  
Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

Mg,
OK, acabei de a incluir no post.

23 de maio de 2009 às 11:29  
Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

Curiosamente, e no que toca a factos – e apenas a esses – o JN da TVI não tem sido atacado com consistência.

No entanto, o estilo insuportável de Manuela Moura Guedes faz com que se diga dela o mesmo que se diz de alguém que, embora com razão, desata a insultar e a agredir o adversário.

«Perdeu a razão ao fazê-lo» – diz-se.

E, na realidade, até pode não ter perdido a razão; simplesmente, a forma assumiu primazia sobre o conteúdo.

Ora, se com Marinho Pinto se passa o mesmo – com frequência -, imagine-se quando se juntam os dois!

23 de maio de 2009 às 12:02  
Blogger José said...

Mas o que é isto? O que é isto?...
Um julgamento sumário?
E quem é este Marinho Pinto? Um talibâ?
Cuidado com este homem! Com todo este ódio, este rancor, ainda faz "explodir" o edifício da justiça deste país...

23 de maio de 2009 às 12:53  
Blogger José said...

"O QUE SE PASSOU ONTEM no Jornal de Sexta da TVI foi uma cena inqualificável."
Ou será que isto é só fumaça, para enganar, para iludir?
Na verdade, MP é um "atacador" feroz dos poderosos, em abstracto, mas defensor tenaz dos poderosos concretos...Em nome da justiça que lhes deve ser feita, o que vai, sempre, contra a a justiça, tal como existe...

23 de maio de 2009 às 13:09  
Blogger Ema said...

Salvo o devido respeito aos bons profissionais que a tvi tem, é uma vergonha que não se consiga ver a entrevista toda para se perceber que aquela senhora é completamnete aberrante. Quando Marinho Pinto, tentava explicar qualquer afirmação/acusação da Jornaleca, esta cortava a argumentação. QUEM diz que ele perdeu A RAZÃO É PORQUE NÃO LHA QUER DAR... a RAZÃO NÃO SE PERDE. EXISTE OU NÃO.o SENHOR foi incisivo, firme e muito claro e nunca incorrecto com aquela senhora, que ao contrário dele fez insinuações deploráveis... A Manuela estava a criar-me caspa com tanta imundice que saía da sua boca.Minha senhora, DEIXE A OPINIÃO PARa quem ouve as entrevistas.Chego a ter pena da pessoa que se tornou... Não se arvore em sapiente..é que os outros não são estúpidos. Disto estamos nós cheios!..Marinho..Deus te dê muita saúde; admimiro-te Profundamente.!!!!! DEste-me um final de semana melhor que um spa...ah!...ah...ah...,

23 de maio de 2009 às 15:50  
Blogger Estou t' a ver... said...

Não há dúvida que a melhor maneira de combater "uma peixeira" é "peixeira-e-meia" e, como espectador, não desgostei de ver M.Pinto a desancar a senhora (?)

Agora, se é isso que os advogados esperam de quem os representa... é essencialmente com eles.

23 de maio de 2009 às 15:58  
Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

(Estou a ver se encontro, para afixar, a versão completa da entrevista)

23 de maio de 2009 às 16:11  
Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

O vídeo que estava afixado foi substituído por uma versão mais completa.

23 de maio de 2009 às 16:18  
Blogger João said...

Consegui encontrar uma versão mais completa da entrevista. Ajuda a consolidar a ideia (apesar do estilo não agradar a todos)de que Marinho Pinto apenas disse o que muita gente apenas pensa.

http://www.youtube.com/watch?v=wZLaLO-tTJU

23 de maio de 2009 às 16:50  
Blogger Manuel Brás said...

I Parte

Que espectáculo degradante
de um dirigente alterado,
com uma postura pedante
a berrar todo desvairado!

A falta de postura
totalmente inaceitável,
reflecte a estéril cultura
dessa gente tão respeitável.

II Parte

O poder absolutista
não tolera oposições,
esta ideologia autista
é repleta de aberrações!

A boca quer arrolhar
a todos os opositores,
isto é uma forma de malhar
típica dos ditadores.

Calado não quer estar
o mexilhão advogado,
para poder dissertar
sobre o que está estragado.

23 de maio de 2009 às 17:05  
Blogger Florêncio said...

Infelizmente, o baixo nível da D. Manuela faz com que as pessoas acabem por acarinhar quem se lhe opõe. Como "ela estava a pedi-las" (o que é verdade!), aplaude-se M. Pinto e esquece-se o essencial:

Se nos conseguirmos abstrair do estilo e da peixeirada, poderemos atentar no essencial, que foi dito no início da entrevista.
Marinho Pinto continua a argumentar (como o faz António Costa até à náusea) que o caso Freeport nasceu de uma denúncia ilegal. A partir daí (o que parece ser verdade) mais nada lhe interessa. Tudo o que sucedeu depois disso (mais o que a pouco e pouco se vai sabendo, a grande custo) é como se não existisse.

É também interessante ouvir o que ele diz sobre Lopes da Mota.

23 de maio de 2009 às 17:21  
Blogger Maria da Luz said...

Diga-se o que se disser e independentemente dos gostos de cada um (e eu não sou simpatizante e muito menos "fã" de MMG), a "estrela" da noite foi o bastonário da Ordem dos Advogados. Estrela cadente, sem fulgor nem brilho. Qual cavaleiro saído da idade do cacete, agressivo, violento, virulento, como sempre truculento. Um espectáculo lamentável...que nada tem a ver com coragem nem com bravura. Um caso típico, apenas e só, de má-criação...Incendiado pelos holofotes do estúdio, pelo seu incontrolado narcisismo mediático, por uma ambição desmedida de protagonismo, o “convidado” perdeu a compostura e emocionado, perdeu a razão…Se tal tivesse acontecido frente a um macho e poderoso, até que o Pinto mereceria ser armado cavaleiro. Assim, ficou-se pela “triste figura”…
Lamentável e vergonhoso para quem tem na sociedade, mais responsabilidades e mais obrigações que o comum dos franganotes…

23 de maio de 2009 às 18:29  
Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

Marinho Pinto é daquelas pessoas que eu gostaria de ter ao meu lado - por exemplo - num conflito com um taxista do aeroporto de Lisboa.

No entanto, para representante máximo da minha classe profissional escolheria, decerto, pessoa com outro perfil.

23 de maio de 2009 às 19:46  
Blogger Henrique ANTUNES FERREIRA said...

Quando o que se escreve mexe com as pessoas - é excelente. Tantos comentários e tantas opiniões dão-me satisfação.

Isto porque, para mim, todas as observações são bem vindas. Mesmo que sejam discordantes. Sobretudo que sejam discordantes do que eu escrevo. É isso a Liberdade
. É isso a Democracia.

O Senhor Paulo Carvalho Matos é o dono do café-padaria que se encontra a uns escassos cem metros de minha casa. Vá lá, 150...

Hoje, como todos os sábados, cerca do meio-dia, fui já comprar o pão para o almoço. E, quando me viu, o Senhor Matos, que não é dado a blogues, mas sabe das minhas andanças, perguntou-me se vira «aquela coisa» na TVI. Disse-lhe que sim.

«Estavam bem, um para o outro. Mas aquela "gaja" (e saltaram mais uns qualificativos impublicáveis...), aquela "vaca" levou nas trombas. O advogado chegou e sobejou para ela. Uma fdp daquelas até merecia levar muitas mais. Só se perderam as que cairam no chão!!!»

Uns quantos fregueses, bastantes, acompanharam o Senhor Matos, e lançaram epítetos à «Manelinha, desde que fez a plástica parece o Frankenstein». Cada cor seu paladar e ao gosto do freguês...

Um advogado que por ali pára, que conheço bem, porque até foi meu colega no Camões e na Faculdade, disse mesmo: «Não gosto do Marinho. Mas, desta vez, encantou-me; fiquei satisfeito». E resumiu: «Marinho, 5 - Manuela, 0».

Chamem-me o que quiserem, mas estou de acordo.

NB - O estabelecimento é na rua onde moro, a José da Costa Pedreira, ali à Alameda das Linhas de Torres, mesmo em frente ao portão do Pulido Valente. Para que não haja dúvidas. O nome não digo, poderia ser considerado PUB e ninguém me pagou para isso. Nem paga. Nem pagará.

23 de maio de 2009 às 23:13  
Blogger Henrique ANTUNES FERREIRA said...

Carlos

Desculpa este ocupar de espaço, quiçá um tanto abusivo, mas o aditamento é para ti.

Tu não escolherias este representante de classe porque não corresponde ao perfil para tal função; mas a maioria dos advogados, nas urnas, e por voto secreto, escolheu-o.

Um abração

23 de maio de 2009 às 23:19  
Blogger ROSA BRAVA said...

De facto quem não viu aquela "intervenção" na TVI, perdeu um bom espectáculo de "borla"...É que não são todos os dias que a estação do JEM nos presenteia com uma cena daquelas ( mas à 6ª feira é sempre bom..) porque a MMG ao que parece não apresenta o JN em fim de semana!Mas enfim, ela até tem as costas quentes! Desacredita-se cada vez mais um jornalismo que deveria ser sério, desacredita-se ainda mais a justiça, e eu penso que o estado caótico a que chegámos, nos irá cada vez mais proporcionar cenas destas! Só espero agora ver o que vai sair da boca do Olveira e Costa na AR...podiam lá mandar a MMG fazer a reportagem.

24 de maio de 2009 às 00:52  
Anonymous Anónimo said...

MP é um ordinário sem classe para o cargo. Quem votou nele deve estar bem arrependido...
MMG, aparentemente odiada, é a que mais audiências consegue.
Este episódio encheu as medidas dos caceteiros ávidos de sangue e invejosos do sucesso da jornalista.
Os jornais e blogues parecem satisfeitos por mais um caso...

24 de maio de 2009 às 01:00  
Blogger Florêncio said...

Está visto que perante uma peixeirada há gente que prefere "escolher um lado" em vez de protestar contra o espectáculo, em si mesmo degradante.

A ideia de que MMG e MP "estiveram bem um para o outro" é triste mas verdadeira.

24 de maio de 2009 às 13:10  
Blogger WolfHeart said...

Já não me dou ao trabalho de ver a TVI há muitos anos. Desde que se tornou numa televião popularucha...
...aliás, nem a tenho programada no meu receptor de televisão...
Mas se é para ver coisas destas, tenho de começar a ver. Afinal, isto sim, é televisão com estilo, com classe, com rigor, com isenção, com qualidade...
Isto sim, são coisas que dignificam quer a classe jornalistica, quer a ordem dos advogados.

Claro que compreendo o MP. Eu no lugar dele teria feito, provavelmente, pior. Mas claro, isso sou eu que tenho um mau feitio do caraças...
...e não represento ninguém a não ser eu próprio...
...e sou tão contraditório que às vezes nem me revejo em mim.

Por outro lado, Claro que compreendo a MMG. Afinal é um simbolo em Portugal. É um exemplo. Pena que não seja um bom exemplo.

É que se ela tem assim tanta vontade de defender as suas opiniões, se calhar era bom pô-la no painel de comentadores da estação, em vez de estar na redacção...

Mas isto, claro, são opiniões meramente pessoais...

26 de maio de 2009 às 14:16  

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