2.6.09

O inventor de Monte Carlo

Por Nuno Crato
.
IMAGINE O LEITOR que tem uma folha de papel com um recorte estranho. Em vez de ser rectangular, como costume, a folha tem uns contornos sinuosos, de forma que é difícil saber qual a sua área. Se a pretender calcular terá dificuldades — mesmo que seja um bom matemático, mesmo que consiga desenhar bem o contorno da folha e exprimi-lo rigorosamente como uma função matemática, pode estar metido em grandes trabalhos.
.
Pode tentar um meio de cálculo aproximado, um pouco tosco, um pouco à engenheiro, como diriam alguns matemáticos puros. Comece por colocar a folha de papel no chão. Coloque ao lado uma folha de papel A4, que tem como área 1/16 do metro quadrado.(...)

Texto integral [aqui]

Etiquetas:

3 Comments:

Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

Além do método (também aproximado) de dividir a área irregular em triângulos, eu tenho ideia que havia (e se usava em Topografia) uns aparelhinhos esquisitos, com um ponteiro e um tambor, e com os quais se percorria o contorno da superfície cuja área se pretendia determinar.

Por um processo qualquer que não sei explicar, o referido tambor (que também rodava e se movia) permitia fazer a integração necessária à obtenção da área.

2 de junho de 2009 às 15:45  
Blogger R. da Cunha said...

Não há semelhança com o traçado de uma recta, numa área salpicada de pontinhos?

2 de junho de 2009 às 17:02  
Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

Acerca dos aparelhos integradores que eu cito, Nuno Crato refere o Teorema de Green:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Teorema_de_Green

2 de junho de 2009 às 18:36  

Enviar um comentário

<< Home