23.11.09

Duas bolas de Berlim

Por João Duque

JÁ HÁ MUITO que Dª Zezinha jurava a si mesma que tinha de mudar de vida. Mas as bolas eram de mais. Cada vez que entrava na pastelaria não resistia ao sorriso, em recheio amarelo, daquelas bolas de Berlim. E como "um minuto na boca, nas ancas toda a vida", a balança ia paulatinamente esticando a mola aferidora.

Um dia foi o fim. "Ó gorda! Vai mas é para dentro de água, ó baleia!", gritaram-lhe uns miúdos de dentro do carro eléctrico enquanto ela, afogueada e a rebentar o botão das calças justas a pedirem mais tecido, corria e perdia o trem. A partir de amanhã mudo de vida!

E mudou!

Com esta crise de origem financeira dissemos uníssono: Nunca mais! Logo, o mundo mudou! (...)

Texto integral [aqui]

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1 Comments:

Blogger Sepúlveda said...

Mesmo fazendo o dobro do mal, ao menos as bolas têm um lado óptimo, já que continuam a ser doces e saborosas...

23 de novembro de 2009 às 23:54  

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