20.11.10

Denunciantes

Por Alice Vieira

OS JORNAIS anunciaram que, a partir de agora, é oficialmente reconhecida a nobre profissão de denunciante. Já tardava, é um facto. Mas pronto, antes tarde que nunca.
Todos sabemos como a nobre arte da denúncia tem sólidas raízes entre nós.
No tempo do Senhor D. João III (e nos tempos que depois se seguiram…) muitos foram os que acabaram nas fogueiras da inquisição, denunciados por vizinhos, familiares ou amigos, prontos a jurar que os tinham visto, por exemplo, “ a ter comércio com o demónio”, ou a “apartar-se da nossa santa fé católica, passando-se à lei de Moisés, vestindo camisas lavadas aos sábados, e jejuando às 2ª e 5ª, e não comendo carne de porco”. (...)

Texto integral [aqui]

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2 Comments:

Blogger bravomike said...

Tenho pensado enviar uma denúncia deste tipo:
Considerando a irracionalidade, o crime que representa para a geografia, para a economia e para o futuro do Povo, a insistência governamental pelo TGV tal como foi delineado, averiguar:
Nos off-shores existentes, as contas e depósitos efectuados em nome dos mais altos responsáveis políticos do regime.
PS: isto, não é uma posição contra a existência da Alta Velocidade, vulgo TGV, em Portugal.
Antes pelo contrário.
E é igualmente uma tentativa, para entender a razão da banca-rota do país.
Bmonteiro
(coronel inconveniente)

20 de novembro de 2010 às 12:42  
Blogger GMaciel said...

Ou seja, a caça às bruxas foi oficialmente instaurada e promovida a bufaria nacional - termo muito menos politicamente correcto mas muito mais condizente com a verdadeira função e respectivos requisitos para a exercer. E viva a democracia deste século XXI.

O povinho, entidade anónima e intrinsecamente ignorante, aderirá sem quaisquer pruridos de somenos importância e incontornável entusiasmo, sufragando, de novo, os mesmos príncipes-perfeitos no glorioso destino que nos auspiciam as ingratas sibilas - que susbstituiram as inefáveis tágides, quiçá reformadas após a denúncia de não se concretizar o enfabulado quinto império.

E viva nós!

20 de novembro de 2010 às 14:37  

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