17.2.13

Sinais sobre o próximo Papa

Por Ferreira Fernandes
COM o atrevimento próprio de um ignorante que há dias, aqui, confundiu a diocese do último Papa demissionário antes de Bento XVI - em 1415, Gregório XII foi nomeado bispo de Porto-Santa Rufina, arredores de Roma, e não Porto, Portugal (como me ensinou um leitor) -, volto ao assunto da semana. 
Leigo mas fascinado, tento ler sinais. Nem tanto do que salta dos céus - na segunda, um cardeal fala da demissão do Papa como um "raio num céu sereno", nesse dia um relâmpago ilumina a cúpula de São Pedro e, na sexta, uma chuva de meteoritos cai na Rússia - mas sinais escritos na História. Hoje, há menos europeus do que papabili vindos de fora: um ganês, dois brasileiros, um canadiano, um hondurenho, um filipino... 
A última vez que um não europeu ocupou a cadeira de S. Pedro foi com o sírio Gregório III, de 731 a 741, filho de um país onde os cristãos estão hoje na véspera de desaparecer. Por ironia, no ano seguinte à tomada de posse do sírio Gregório III, em 732, Carlos Martel parou em Poitiers a ocupação muçulmana da Europa. Depois, há esta pescadinha de rabo na boca: Gregório III foi quem mandou São Bonifácio evangelizar a pagã Baviera, de onde viria Joseph Ratzinger - agora, talvez o predecessor do primeiro Papa não europeu ao fim de mais de mil anos. E outra coisa: Gregório III foi o primeiro Papa a proibir a hipofagia, comer cavalo. 
É o que eu dizia, ouvir telejornais esta semana é ser assaltado por sinais.
«DN» de 17 Fev 13

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1 Comments:

Blogger Nuno Resende said...

Coitado do Ferreira Fernandes. Da fibra dos comentadeiros que tudo sabem, lá foi desmentido por um leitor. Lá mostrou os pézinhos de barro.

17 de fevereiro de 2013 às 13:42  

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