15.3.20

Grande Angular - Emergência e razão

Por António Barreto

É tão fácil perceber!
Os responsáveis pela pandemia e por esta loucura gerada à sua volta são os chineses, o respectivo governo, as suas forças armadas, os seus industriais e os seus comerciantes. Internamente, aproveitam para reforçar a ditadura. Externamente, perturbam o mundo inteiro, fazem mal aos Estados Unidos e aos Europeus, promovem as vendas dos seus produtos farmacêuticos e fazem subir os preços dos seus produtos industriais e electrónicos. Quanto ao número de chineses mortos, ou se trata de mentira descarada permitida pela censura daquele país, ou então é verdade, mas não tem muita importância, dado que eles têm uma noção diferente da vida e da morte das pessoas e que, de qualquer maneira, há tantos chineses!
Como é cada vez mais evidente e provado em relatórios secretos, foi um acidente ocorrido nas instalações chinesas de investigação e produção de vírus e bactérias destinados à guerra biológica e que de qualquer maneira teriam o mundo ocidental como destino.
Na verdade, as várias explicações fornecidas ao público são geralmente boatos destinados a encobrir a verdadeira razão: a origem está de facto nas instalações fabris chinesas destinadas a produzir armas biológicas de destruição maciça, mas tratou-se da execução de um plano deliberado de ameaça às economias e às políticas ocidentais, com o intuito de os obrigar a aceitar as regras e as condições chinesas para os mercados internacionais.
Tem custado muito a ser averiguado, mas já há alguma evidência capaz de sustentar o argumento de que foi este o mais bem urdido plano russo para destruir o ocidente liberal e democrático, facto visível nas quase nulas taxas de mortandade e de contágio verificadas na Rússia.
Tudo leva a crer que tenham sido os grupos islâmicos, moderados ou radicais, que assim conseguiram, pela primeira vez na história, cancelar milhares de missas e outras liturgias católicas através de toda a cristandade, especialmente preparadas para as festividades da Páscoa.
Há provas de que foram os judeus, mais uma vez, que melhor souberam aproveitar o vírus chinês, a fim de ameaçar os europeus e árabes, seja porque não são solidários com o Estado de Israel, seja porque aceitam fazer Jogos Olímpicos e Campeonatos de futebol em países muçulmanos.
A pandemia descontrolada é evidentemente alimentada pelas comunidades racializadas do mundo inteiro (especialmente negros e ameríndios), na mais clara e eficaz campanha de descrédito da civilização ocidental e europeia.
Trata-se de uma das mais conseguidas campanhas de terrorismo jamais concebidas e postas em prática, que não só vai destruir a serenidade em muitos países, desviar as atenções da segurança interna fazendo-as concentrar na segurança sanitária e atacar frontalmente alguns dos países mais ferozmente inimigos do terrorismo, designadamente os Estados Unidos e a China. É aliás surpreendente que ninguém tenha reparado que até agora não morreu um só dirigente dos movimentos terroristas e ninguém, daqueles grupos, tenha sido infectado.
Os principais responsáveis por esta verdadeira paranóia são evidentemente os laboratórios farmacêuticos, os produtores de vacinas e de desinfectantes que esperam ganhar milhares de milhões com este desvario. Não se sabe se foram eles que produziram e espalharam o vírus, ou se apenas se limitaram a aproveitar a oportunidade para fomentar a neurose e estimular as despesas colossais já em curso. Mas que são os primeiros responsáveis pela histeria não sobram dúvidas.
Como é evidente, esta alegada pandemia não é mais do que obra dos movimentos e grupos de extrema-direita, dos nacionalistas, da supremacia branca e dos racistas de todas as comunhões, na tentativa de destruir as liberdades de deslocação, os fluxos de refugiados e emigrantes, a miscigenação das populações a e integração das minorias.
Não há dúvidas de que este fenómeno, se não foi causado, foi pelo menos aproveitado pelas forças liberais e ultraliberais, a começar pelos grupos privados de hospitais e medicamentos, com o objectivo de destruir os serviços nacionais de saúde e todos os serviços públicos de saúde, protecção e educação.
Tem sido uma verdadeira conspiração dos governos ocidentais que, aproveitando-se de um acidente sanitário chinês, fabricaram uma autêntica crise internacional e têm vindo a promover um pânico colectivo que não tem outro fim que não seja o de desviar as atenções das populações e da comunicação social para os graves problemas políticos, sociais e económicos dos respectivos países e dos sistemas democráticos aí vigentes.
            A psicose colectiva e o pavor das multidões foram fenómenos induzidos pelo governo português, a fim de desviar a atenção do público e de não reflectir nos verdadeiros problemas do povo e dos trabalhadores.
Está claro que foram os sindicatos, designadamente os de funcionários públicos e de professores, os principais responsáveis pela neurose, com a intenção de beneficiar de umas semanas de precaução, mas, na verdade, ganhar umas férias pagas e pelo menos duplicar a duração das férias de Páscoa.
            A paranóia persecutória está a ser alimentada pelo governo português que, não vendo como resolver os seus problemas de maioria parlamentar e de governabilidade, melhor não viu do que desencadear esta crise artificial com o objectivo de reforçar o seu poder e de reduzir o espaço de manobra dos seus adversários.
            As farmácias, as drogarias e os supermercados, assim como as lojas dos chineses, têm alimentado o alarme, esvaziam artificialmente as prateleiras e colocam cartazes nas montras anunciando produtos esgotados, pois assim limpam stocks e vendem produtos fora de prazo.
            As redes sociais e os órgãos de comunicação exclusivamente on-line decidiram demolir definitivamente os jornais ainda impressos em papel e, graças à sua superioridade de fornecimento de notícias ao minuto, torná-los simplesmente obsoletos.
            Só não vê quem não quer!
Público, 15.3.2020

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8 Comments:

Blogger Bmonteiro said...

Humm...

15 de março de 2020 às 14:36  
Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

Como se sabe, a ironia é exercício muito arriscado, pois apela à inteligência do receptor, o que nem sempre existe na quantidade necessária.
Veja-se as reacções que por aí vão, de gente que não percebe que AB pretende, precisamente, ridicularizar as teorias da conspiração.

15 de março de 2020 às 14:48  
Blogger Dulce Oliveira said...

Muito engraçado, é tal e qual o que vamos ouvindo por aqui e por ali, teorias da conspiração com fartura!

15 de março de 2020 às 18:28  
Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

AB não gosta das redes sociais, como ele mesmo já aqui disse.
Assim, eu entendo este texto como um libelo contra os disparates que, nelas, têm sido escritos, nomeadamente as "teorias da conspiração".
Mas receio, por ele, que seja mal compreendido. Aliás, isso já está a suceder: está a ser insultado por quem acha que ele defende o que, no fundo, pretende ridicularizar.
Julgo que ele usou um estilo (a ironia) que não se adequa bem aqui, e que não lhe é habitual.

15 de março de 2020 às 18:57  
Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

Uma pessoa amiga enviou-me o seguinte comentário, que coincide com o que eu penso.
.
«Consegue fazer um levantamento muito alargado das diferentes "teorias", a maioria das quais tive acesso. Se AB tivesse feito uma introdução ou uma conclusão os leitores teriam, talvez, uma reacção diferente...»

15 de março de 2020 às 19:03  
Blogger Ilha da lua said...

Sou uma seguidora do Prof António Barreto (há muitos anos)Talvez,por isso,e,pela própria narrativa, percebi o objectivo da crónica. Pôr a nu e desmistificar as várias teorias da conspiração Era de esperar, que em plena pandemia do Codi19, fossemos atacados pela pandemia das notícias especulativas...viver o isolamento e a quarentena não é fácil ...

15 de março de 2020 às 19:43  
Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

O texto de José Mário Silva, que publico a seguir, diz tudo.

16 de março de 2020 às 14:34  
Blogger ChakraIndigo said...

Simplesmente brilhante!

17 de março de 2020 às 18:49  

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