21.10.06

Duas perguntas de algibeira

A REVISTA «Science et Vie», a par de artigos mais ou menos complexos, aborda curiosidades - técnicas, mas não só.
Nas últimas páginas, publica também perguntas de leitores, seguidas das respectivas respostas.
Este mês divulga duas:
A primeira é fácil («Porque é que não temos frio com o ar a 20ºC, mas já temos se mergulharmos em água a essa temperatura?»), mas a segunda já não o é tanto:
«Porque é que a borracha apaga o lápis? E porque é que há borrachas para tinta e outras para lápis?»
Ora porque será?

3 Comments:

Anonymous Anónimo said...

O calor que perdemos para o ambiente, depende da diferença de temperatura entre o nosso corpo (+/-34ºC na superfície da pele) e o ambiente (neste caso 20ºC), mas também do coeficiente de transmissão de calor por convecção, que é muito maior na água do que no ar. Este coeficiente depende também da velocidade do fluido: por exemplo se estiver vento, sentimos mais frio do que se estiver o ar parado, pois a troca de calor aumenta.

Para a da borracha e do lápis tenho uma vaga ideia, mas peço ajuda a quem saiba explicar correctamente!

21 de outubro de 2006 às 18:23  
Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

André Felício,

1-Certo, o fenómeno é o mesmo que faz com que o metal pareça mais frio do que a madeira, quando lhes tocamos - mesmo estando à mesma temperatura.

No caso em apreço, o ar tem uma condutividade térmica 21 vezes menor do que a água.
Estando ambos a 20ºC e o corpo a 36 ou 37ª, a sensação de frio (que é gerada pela saída do calor) é maior no caso da imersão em água.

2-O lápis de grafite "escreve" no papel porque se desfaz em pó por atrito contra as fibras.

A borracha (dita) de lápis levanta as fibras e atrai as partículas por um fenómeno de "afinidade eléctrica".

Ao contrário dessas, as borrachas (ditas) de tinta agem fundamentalmente como se fossem lixa.

21 de outubro de 2006 às 20:13  
Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

E ainda:

A tinta não é removível por processos electrostáticos e, sendo líquida, penetra profundamente no papel.

Daí, o recurso a um abrasivo que não tem nada de "borracha".

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Curiosidade: durante MUITO tempo, a única utilidade que teve a borracha-natural (obtida da seiva da hévea) foi, precisamente, apagar lápis!

Só com a invenção (ou descoberta acidental?) do processo de vulcanização (com recurso ao enxofre) é que as coisas mudaram.

21 de outubro de 2006 às 21:32  

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