O Grande Circo
Ora, é nessa linha do «Mais difícil ainda!» que agora temos (após as nomeações de Armando Vara para a CGD, de Fernando Gomes para a GALP, etc) a criteriosa escolha de Guilherme d' Oliveira Martins, dirigente do partido do Governo, para a presidência do Tribunal de Contas - cujas funções são as que se sabe.
Em defesa disso, Alberto Martins argumentou, dirigindo-se a Marques Guedes:
«É lamentável e um défice de cultura democrática admitir que alguém por ser membro ou próximo de um partido é incapaz de exercer com isenção e imparcialidade as funções públicas».
Claro que isso é inverter completamente a questão, como já o fizera António Vitorino, na RTP, a propósito de outros "artistas": «Era só o que faltava que, lá por serem do PS, não pudessem ser nomeados para isto ou para aquilo!».
Que nos queiram comer por parvos, já não espanta - é uma espécie de direito divino a que todos os governos se arrogam.
O que admira é ver como o PS continua a dar rajadas de tiros nos pés como se fosse a coisa mais natural do mundo.

4 Comments:
Esta imagem dos caniches amestrados...
:)))
E o Sócrates ainda deve ter um bom "stock" de ursos amestrados prontos a saltar para a arena...
Infelizmente, o "eles são todos iguais" está a mostrar-se mais certo do que seria de desejar.
Apetece-me evocar Camilo, em “Narcóticos”:
«Como eles são tantos que não há que estremá-los por excelirem uns entre os outros, chamamos-lhes simplesmente, e sem excelência… »
Bom, fico por aqui, porque o vocábulo é "pesadote":
Quis somente dizer que o conceito de parentela de certos partidos e partidários ultrapassa em muito o tradicional conceito de família. Senão, ouçamos a queixa de além-túmulo, de um dos maiores escritores, historiadores, sociólogos e economistas portugueses do séc. XIX:
Joaquim Pedro de Oliveira Martins na primeira pessoa - Historiador
(…)
Apesar de ser meu sobrinho-neto, Guilherme d’Oliveira Martins, o que foi Ministro, num ensaio biográfico que elaborou, recusou-se a seguir qualquer tipo de panegirismo ou de justificação sistemática para os meus erros e incoerências.
(…)
Se o meu sobrinho-neto tivesse traçado uma hagiografia ou um retrato intocável não quadrariam, porém, com a minha obra, a minha vida, a minha personalidade e a minha existência… Eu seria o primeiro a recusá-los – a honestidade sempre esteve na “massa do sangue” da nossa família.
Carlos Jaca, Professor de História, 09FEV2005.
Pensei fazer uma comentário mais completo, mas acrescentar mais ao que já foi dito, pelo autor e comentadores deste blog não é necessario. Eles, governo, querem mesmo apelidar-nos de parvos? Só vai aceitando estas nomeações PATÉTICAS os PATETAS!
Enviar um comentário
<< Home