21.12.05

No reestruturar é que está o ganho...

RECORDO-ME perfeitamente do tempo em que havia (pelo menos) três esquadras da PSP mesmo ao pé da minha casa (*).
Nessa altura, não havia rádios, nem telemóveis nem carros-patrulha, nem motocicletas mas, em casos de urgência (que tanto podia ser um assalto como uma simples zaragata de rua), bastava um telefonema para esquadra: ao fim de poucos minutos, um agente aparecia (em geral, sozinho e a pé) e tratava do assunto...

Depois, houve uma cabecinha-pensadora que inventou as super-esquadras, e agora apanhamos com esta notícia:

http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1242486&idCanal=90

NOTA: Hoje, ao fim de quatro semanas, vi, pela primeira vez, agentes da PSP a andar a pé na minha rua!

(*) Campo Grande, Areeiro, Arco-do-Cego...

2 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Este caso é como o dos fogos, da educação, etc:
Troupes sucessivas de tontos-iluminados passam a vida a reestruturar e a inventar a roda com os resultados que são conhecidos de todos.
Todo esse fazer-desfazer só serve para TENTAR disfarçar a mais absoluta incompetência dos envolvidos a quem, por azar, ainda pagamos os ordenados (incluindo férias, subsídio de Natal, etc...).

Duarte

21 de dezembro de 2005 às 12:36  
Anonymous Anónimo said...

www.tsf.pt:


«Sindicatos e Municípios criticam reestruturação (actual.)
Sindicatos e Associação Nacional de Municípios (ANMP) manifestam preocupação com o anunciado encerramento de várias esquadras da PSP em algumas cidades do país. Os sindicatos alertam para o número de efectivos que a medida vai atingir enquanto que a ANMP antecipa falta de segurança para os cidadãos.

( 12:16 / 21 de Dezembro 05 )




O plano de reestruturação das Forças de Segurança, que prevê o encerramento de mais de 50 esquadras da PSP, está a ser muito contestado pelas associações sindicais.

Ouvido pela TSF, António Ramos, dirigente do Sindicato dos Profissionais da Polícia, defende que esta reforma traz muitos inconvenientes e vai abranger cerca de 1600 agentes.

Para este dirigente sindical, é lamentável que o Governo avance com estas medidas sem estudos prévios ou com base em informações de quem não está no terreno.

O dirigente sindical rejeita, também, o argumento do Executivo de que a verba angariada com a venda de alguns edifícios das esquadras iria reverter para a polícia, nomeadamente para a compra de armas.

António Ramos lembra que a maioria das esquadras está colocada em instalações camarárias. «Isto é uma falsa questão argumentada pelo senhor ministro», diz.

Paulo Rodrigues, presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia avisa que o Governo deve fazer um estudo sério e «rigoroso» sobre as necessidades dos cidadãos e dos próprios agentes da PSP antes de avançar com o fecho de esquadras.

«Deve haver uma sensibilidade por parte das entidades competentes de que têm profissionais que todos os dias arriscam a sua vida, todos os dias põem em causa a sua integridade física para melhora a segurança e responder às solicitações dos cidadãos e que, infelizmente, andam sempre a sofrer restaurações daqui e dalém que prejudicam a sua estabilidade familiar e também financeira», explicou.

Aquele responsável sublinha que, por si só, o fecho de esquadras não resolve qualquer problema.

António Manageiro, da Associação dos Profissionais da Guarda (GNR)até concorda com uma reestruturação na GNR mas entende que o problema não está a ser equacionado da forma mais correcta.

«Gostaríamos que as soluções não passassem só pelo fecho dos postos. Pensamos que existe na GNR, ao nível da gestão dos seus recursos, variadíssimos serviços que tem de ser equacionados de outra forma porque existem muitas pessoas onde não fazem falta e há necessidade de elementos no terreno», explicou

ANMP teme por segurança das populações

Também a Associação Nacional de Municípios está preocupada com a anunciada substituição de agentes e esquadras da PSP por guardas da GNR.

Ouvido pela TSF, Fernando Ruas, presidente da ANM, alerta para o facto dos efectivos da GNR serem insuficientes e questiona como vai ser possível proceder a essa substituição sem colocar em causa a segurança das populações.

«Tenho sérias dúvidas de que isso possa resultar se for imposto sem ser discutido com os munícipes», concluiu.

Contactado pela TSF, o Mistério da Administração Interna diz que não tem qualquer comentário a fazer por entender que falar deste assunto, nesta altura, seria pura especulação.

O gabinete de António Costa garante que este é apenas um de vários estudos que foram pedidos e que ainda não existe uma decisão tomada sobre o assunto».

21 de dezembro de 2005 às 15:23  

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