13.4.06

Nem tanto ao mar

SE NÃO conhecêssemos o nosso país de ginjeira ficávamos com uma péssima ideia do que por cá se passa. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Veja-se, por exemplo, as ilações que se podem retirar da educação e do cuidado com as crianças.
Em síntese, poderíamos concluir que somos um estranho país de selvagens que matamos as crianças na primeira infância, ou as fazemos desaparecer, ou abusamos sexualmente das que estão à guarda do Estado ou, se somos gente adulta e responsável, preocupada com o seu bem-estar e desenvolvimento, fechamo-las, num quarto escuro, amarramo-las com cordas e, se forem deficientes, damos-lhe um arraial de porrada para perceberem o que lhes queremos dizer.
Portugal também não é só assim, embora tais coisas ocorram nossas portas adentro. Mas é esta a ideia que sobre nós pode ficar a quem nos visite por dias ou leia os títulos dos nossos jornais. Sem perigosas generalizações, temos de convir que a nossa amada pátria está um local muito mal frequentado.
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«25ª HORA» - «24 horas» de 13 Abr 06

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2 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Não é bem assim, pois o facto de essas coisas serem notícia é, precisamente, porque não são corriqueiras.

É a tal história do homem que mordeu o cão...

13 de abril de 2006 às 13:21  
Anonymous Anónimo said...

"temos de convir que a nossa amada pátria está um local muito mal frequentado."
Pátria? Que é isso?
Isto é um lugarejo, senhores!!!
Não é Pátria desde o tempo do Sr. D. João VI

13 de abril de 2006 às 15:05  

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