21.7.13

Luz - No pain, no gain, Barcelona

Fotografias de António BarretoAPPh

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Uma tradução livre poderá ser “nada se consegue sem sofrimento”. Ou qualquer coisa como “sem dor, não se ganha”. A divisa pertence a uma loja de jóias, pins, emblemas, distintivos, insígnias, crachats e colares, mas também da prática de piercing e de tattoo. E não faltam ajudantes de prazer, dispositivos SM, chibatinhas e outros artefactos com usos improváveis e não reconhecíveis à primeira vista. Ao fundo, à direita, as escadas levam a misteriosos pisos superiores e a estranhos laboratórios. Não se trata de um sex shop, em moda nos anos sessenta e setenta, mas sim destes shops muito mais modernos, mais atrevidos e muito menos focados no sexo. Saber em que estão realmente focados é mais difícil. Considerar que estes divertimentos e esta cultura são marginais é certamente perder de vista a realidade. Nas praias e na televisão, sobretudo no Verão, as classes médias, os profissionais liberais, os jovens gestores, os universitários, os artistas, os VIP e as celebridades que usam e praticam a tatuagem e o piercing estão muito longe de serem marginais e minoritários. (2012)

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4 Comments:

Blogger Bmonteiro said...

Espécie de regresso à pré história.
No norte de Moçambique, os homens da etnia maconde, primavam pela abundância de tatuagens.
E tinham os dentes pontiagudos, modificados para esse efeito.
Usos e costumes amenizados após a independência.
Se Deus não existe, tudo é permitido, descobriu-se há tempos.
Em versão pós moderna, em democracia tudo é permitido.

21 de julho de 2013 às 15:26  
Blogger José Batista said...

Este comentário foi removido pelo autor.

21 de julho de 2013 às 22:51  
Blogger José Batista said...

Bem, outra vez lhe digo, caro BMonteiro, que também pode ser o regresso a umas largas décadas atrás ao ambiente rural, designadamente aos alojamentos dos porcos. Como alguns daqueles animais têm uma grande tendência para foçar era comum aplicar-lhes um arganel (argola de arame que se lhes coloca no beiço para impedir que focem). Quando alguns dos meus alunos do ensino secundário me apareciam nas aulas cheios de arame no nariz e nos lábios informava-os calmamente desse facto, a eles e aos restantes elementos da turma. O efeito foi, sem excepção, fulminante. Não me lembro de algum que terminasse o ano sem se aliviar da aramagem. E eu, nessa altura, nunca deixei de os felicitar por se libertarem, bem vistas as coisas, dos arganéis.

21 de julho de 2013 às 22:54  
Blogger Bmonteiro said...

É isso, caro José Batista.
Quando o meu rebento mais novo chegou um dia a casa e perguntou à mãe:
P - mamã, que fazias se eu aparecesse de brinco...?
R - ficavas na escada, sem entrar em casa.
Remédio santo.

23 de julho de 2013 às 09:49  

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