2.9.20

No "Correio de Lagos" de Ago 20


Faz agora dois anos que a Ponta da Piedade foi enriquecida com um magnífico passadiço de madeira, com 1,5 m de largura e cerca de 900 m de extensão e que, correndo mais junto às arribas do que o outro, de betão, permite a fruição da paisagem em boas condições de segurança — desincentivando, ao mesmo tempo, a circulação nos locais mais perigosos.

Julgamos, no entanto, que se poderia fazer mais, e escolhemos um pequeno troço que o prova: repare-se que, se as travessas inferiores tivessem sido colocadas um pouco mais abaixo, passaria a ser muito mais rara a situação, que tantas vezes se vê, de pessoas a saírem dele, a caminho das arribas. Por outro lado, a passagem que se vê na foto permite, a quem vai para o lado esquerdo, aceder à plataforma em frente ao farol (o que não levanta problemas), mas também convida a que se vá para a plataforma natural que existe em frente e — pior ainda — para o lado direito onde, a poucos metros dali, um dos maiores precipícios ali existentes espera pelos mais incautos.

Desde o início da intervenção que muita gente tem apelado à plantação de arbustos (nomeadamente espinhosas) que, de forma discreta e natural, impeçam (ou, pelo menos, dificultem) a ocorrência de desgraças como as do ano passado quando, devido a queda, morreram, naquela zona que vai até ao Canavial, dois turistas! Encolher os ombros, dizendo que se tratou de “suicidas” parece-nos pouco.

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1 Comments:

Blogger Jcef said...

Mais um passadiço para artificialidade a paisagem! Os autarcas do Algarve ( e infelizmente cada vez mais de outras regiões ) não tem outra ideia de desenvolvimento que não seja o turismo e a construção de casas apartamentos e outros apoios ao dito. Os cidadãos locais são presenteados com as obras e melhoramentos resultantes dos dinheiros que sobram depois de distribuídas as benessses ao s operadores turísticos e pagos os artistas e agentes da cultura que parasitam o poder local. Ao turismo sacrifica-se tudo e arredondam-se todas as leis e regulamentos.... enfim é assim a cultura da gorjeta!,,,
A pandemia ainda me fez pensar que se iria repensar este modelo de desenvolvimento mas rapidamente me desiludi...Não vai ficar tudo bem! Vai ficar tudo na mesma....Conversa fiada sobre o ambiente , os recursos naturais a sustentabilidade vai continuar mas na prática tudo aí continuar como estava ou pior..A este propósito veja-se a recente opinião da CM L relativamente a electrificação da linha que serve a cidade.. Que não porque tem impacto paisagístico , que tem passagem altas ( e não poderão ser sob a linha?) que impede os planos para o “passeio marítimo” etc .E alguém contabilizou ou imaginou quantos veículos seriam retirados das estradas se a linha fosse modernizada e se servisse o aeroporto de Faro? Claro que está solução não interessa porque o grande sonho seria retirar a linha de modo a fazer o tal passeio e encher tudo de betão pelo menos até ao passeio e de madeira do passeio à praia ... é assim a ecologia e sustentabilidade .Ah e jà agora juntar-se iam as duas estações desactivadas num processo de recuperações do património ( teria que se deixar degradar um bocado mais para justificar a coisa) a inscrever num desses apoios comunitarios a entregar aos amigos.
É a vida !

10 de setembro de 2020 às 13:08  

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