1.11.05

A armadilha

AFINAL, foi Manuel Alegre (e não o visado) quem se deixou apanhar na armadilha que consiste em tentar pôr a gente toda a discutir (em vez dos problemas que verdadeiramente preocupam o país) se CAVACO É OU NÃO UM POLÍTICO PROFISSIONAL.

Estamos bem arranjados se, nos próximos três meses, vamos ter de os aturar com debates deste nível! (Continua no post seguinte...)

Imagem: http://lynxpardinus.naturlink.pt/poletrap.jpg

3 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Ai Jesus, que pobreza, toda esta gente demonstra!
E debitam todos as maiores banalidades com o ar de quem está a dizer as coisas mais importantes do mundo!

Eu quero lá saber se o Cavaco é um político profissional ou não é!

Acho que não é (por definição de "profissão"), mas isso adianta ou atrasa alguma coisa?

É como o estado da próstata do M.S.
O QUE É QUE TEMOS A VER COM ELA?

1 de novembro de 2005 às 21:43  
Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

Extracto de um artigo publicado no «Diário Digital»:

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Apesar de me parecer que o assunto não-tem-ponta-por-onde-se-lhe-pegue (pelo menos como problema nacional), tentei colocar-me na pele do visado só para arrumar ideias:

Eu acabei o meu curso do Técnico em 1970 e, a partir daí, passei a responder «engenheiro» quando me perguntavam qual era a minha profissão.
E se, por hipótese, eu tivesse sido deputado durante algum tempo, mesmo nessa altura continuaria a responder o mesmo; e também se, após alguns anos, regressasse à empresa onde havia trabalhado trazendo no bolso uma reforma de deputado, não seria por causa desta que eu passaria a ser um "político profissional". «Obviamente!» – acrescentarei, se não se importam.

Da mesma forma, imagino que a profissão de Cavaco Silva seja «economista» (ou «professor de Economia», ou coisa semelhante), profissão essa que não deixou de ter pelo facto de, durante alguns anos, ter sido Primeiro-Ministro.

Resolvi, também, recorrer a um dicionário, que me diz que «profissional é uma pessoa que é regularmente remunerada pelo trabalho que executa».

Assim, imagino que um «político profissional» seja «alguém que tem a sua principal fonte de rendimentos na actividade política», e não «quem durante algum tempo exerceu essa actividade», mesmo que venha a receber uma reforma devido a esse facto.

«Políticos profissionais» seriam, pois, pessoas como Carlos Carvalhas, Alberto João Jardim, Jorge Coelho, Paulo Portas, etc. – o que, em si mesmo, não é mau nem bom, mas é o que parece corresponder verdadeiramente à definição da expressão em causa.

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http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=50&id_news=199427

2 de novembro de 2005 às 11:07  
Anonymous Anónimo said...

Cavaco referiu o assunto para (tentar) mostrar distanciamento da vida política. Mas é um argumento eficaz, face ao descrédito que os políticos atingiram em Portugal.

Na altura, Cavaco deu o assunto por encerrado, mas Soares e Alegre não se calam com isso, mostrando que andam muito parcos de ideias. E esse é que é o verdadeiro drama da esquerda actual.

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Na realidade, se não for eleito, Cavaco tem emprego certo na sua ACTIVIDADE PRINCIPAL - que é professor de economia.

É isso o que, naturalmente, figura nas Finanças e no seu IRS, pelo que é, por definição, A SUA PROFISSÃO.
O resto (mesmo que tenha dado direito a pensões) são (ou foram) actividades temporárias.

Mas, no fundo, trata-se apenas de semântica, uma questão de lana-caprina que não tem, em si mesma, mais interesse do que o facto de estar a ser usado para a luta política (em detrimento daquilo que, de facto, interessa ao país).

C.E.

2 de novembro de 2005 às 11:19  

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