22.10.06

Perfeito!

PARECERIA que, tendo o PGR sido escolhido pelo Primeiro-Ministro com o acordo do PR, ele teria toda a legitimidade para, depois, escolher o seu braço-direito - e muito mais do que uma dúzia de cavalheiros que ninguém elegeu e que pouca gente conhece.
Mas a lei actual é como é, e a surpresa embaraçosa aí está a estragar a festa: o nome escolhido por Pinto Monteiro foi chumbado por esses senhores, fragilizando-o ainda antes de começar a trabalhar.
Resposta (genial!) que vem a caminho:
«Ai a lei dá isso?! Então altera-se a lei, evidentemente!»

2 Comments:

Anonymous Anónimo said...

DA PROVÍNCIA PARA AÍ….
Lá andais vós irmãos, deambulando… olhando sempre para trás, esquivando vossos olhos da vossa sombra e desconfiando sempre da sombra do vosso perseguidor natural, que convosco reparte parte do espaço sobre calçadas destes nossos burgos…
Observo-vos atentamente e noto que no vosso semblante paira uma espécie de queixume azedo e transversal, sem recurso a palavras de aceitação ou recusa, apenas se percebendo expressões de falsa serenidade, alguma luxúria e muita prosápia…

Disse algo parecido no blog da minha terra e venho aqui dizer-vos, por serdes herdeiros de tudo o que da minha terra cá venha parar, ou se calhar do que daqui pode ir parar à minha terra…tal a transumância que observo a caminho do sul em dias de sol.
Pensei e não seria justo atribuir aos meus conterrâneos a autoria de alguns gestos, quando afinal depois de madura reflexão, conclui que eles fazem um enorme esforço para copiar-vos…

Tão pouco quereis aceitar a diferença, porque desconheceis que a vossa luta sonâmbula se trava contra todos, os que pensais serem diferentes de vós…tão diferentes de vós…que transformastes em frustração o vosso quotidiano…Irmãos…

Claro que as cidades estão a crescer, como outras quaisquer não conceberiam fazê-lo assim, e reparai que com isto eu não disse que as cidades são todas iguais…

Por isso percebo as vossas angustias…Não porque entendais as angustias de quem governa ou de quem se deixa governar…mas porque vós nascestes com a ambição de desgovernar, quando não sabeis, nem quereis que se saiba, que vós nunca sabereis o que se passa em redor das vossas tresloucadas cabecinhas…
Olhais muito…prestais muita atenção e fazeis sempre uma leitura desfocada pela penumbra… como se vivêsseis de noite para meditar de dia.

Mas eu digo-vos irmãos …o que se passa convosco, e dou-vos um exemplo para que fiqueis a pensar …

Pensai no irmão Baptista, que a primeira vês que foi a Lisboa, estreou um casaco daqueles com duas medalhas de chumbo, nas pontas das duas abas traseiras do casaco novo…
O Baptista chegou a Lisboa depois de atravessar o Tejo no cacilheiro, depois de se apear da «carrêra» em Cacilhas.
Mas as fezes começaram quando o vento mais forte, consequência duma espécie de encontro de altas e baixas pressões, começou a levantar as abas do casaco do Baptista, fazendo com que as ditas abas, voltassem ao lugar de origem com uma espécie de palmada nas nádegas…
Como entretanto o Baptista tinha sido avisado, com grande antecedência no largo do coreto da sua aldeia, que não deveria responder a provocações assim que chegasse a Lisboa…pois que por lá, gente estranha procuraria fazer-lhe propostas indecorosas, o bom do Baptista, fez o seu percurso, até ao destino, sacudinho com uma das mãos o efeito da apalpadela sem olhar para trás dizendo:- Quieto!....Quieto!!!!...
Percebestes??
Se não…virei explicar-vos melhor um dia destes
Anonimusrexus

22 de outubro de 2006 às 18:00  
Anonymous Anónimo said...

Paradigmático, de facto!

A Democracia e as leis só são boas enquanto dão o que "a gente" quer.

De contrário... altera-se a lei.

23 de outubro de 2006 às 11:51  

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