18.4.07

Os buracos

A 1ª linha indicava 36% anteontem, 35% ontem...
NOS ÚLTIMOS DIAS, apareceram algumas pessoas que, quando ouvem falar em investigar em detalhe o que se passou com José Sócrates e com a Universidade Independente, protestam, impacientes: «Pronto, deixem lá isso, já está tudo esclarecido!».
O pior é que, e salvo melhor opinião, quando se trata de esclarecer alguma coisa quem coloca as questões é que sabe se (e quando) se sente elucidado. Será que andam por aí assim tantos rabos-de-palha? Ou, pura e simplesmente, essas pessoas satisfazem-se com meias-verdades?
De qualquer forma, e não só por vir a propósito de "meias", essa atitude faz-me lembrar uma velha adivinha dos tempos em que se remendava roupa:
«Qual é a coisa, qual é ela, que se procura sem vontade de encontrar?»
A resposta era «Buracos... nas meias».
-oOo-
Toda esta paródia já me faz lembrar a rábula dos dois indivíduos que estavam a discutir uma embrulhada deste género. A certa altura, um deles, querendo encerrar o assunto que o estava a pôr em xeque, sentencia:
- Pronto, pronto! Reconheço que problema é sério... mas não é grave.
Ao que o outro responde:
- Pelo contrário! O problema é grave, mas não é sério.