30.12.09

Diáfano

Por João Paulo Guerra
O PSD é um partido político onde acontecem excentricidades. Não, não estou a falar do provável regresso nem da possível saída do dr. Santana Lopes.
A MAIS RECENTE EXCENTRICIDADE do PSD é a coabitação de sete militantes por assoalhada, num T1 do Bairro da Boavista, em Lisboa. Dizem as gazetas que numa outra determinada secção do PSD, à qual pertencem afamados e criativos militantes como António Preto e Sérgio Lipari, haveria 21 militantes inscritos residindo em apenas três moradas. Mas isto, sendo alguma coisa, não é praticamente nada. Anteriormente foram detectadas, na freguesia de Algés, coisas tão estranhas como viverem 24 militantes do PSD numa casa em Queijas ou existirem militantes inscritos com a morada de uma casa em ruínas.

Mas esta verdadeira crise da habitação não é o único caso excêntrico observado no PSD. Não há muito tempo, os jornais tinham aventado a hipótese de uma alegada compra de votos a militantes na distrital de Lisboa, bem como o pagamento de quotas em atraso. Terá sido desse modo, com dinheiro introduzido e retirado de uma mala por artes de prestidigitação, que certas secções de Lisboa do PSD terão produzido o milagre da multiplicação dos militantes. A verdade é que uma determinada secção terá mesmo sextuplicado os filiados. A compra de votos é crime público punível na legislação portuguesa com pena até um ano de prisão. Mas a multiplicação dos militantes e respectivos votos também poderá ter sido produzida pela contratação de avençados em juntas de freguesia que, para manterem os empregos, garantiriam a manutenção do poder ao presidente da sua secção.
«DE» de 29 Dez 09

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1 Comments:

Blogger António Viriato said...

Esta história não tem novidade nenhuma. Logo não chega a ser notícia, apesar de os factos parecerem verídicos e naturalmente muito lamentáveis.

Estranha-se apenas que o autor desta nota não se dedique com o mesmo entusiasmo a narrar as peripécias da Face Oculta,escândalo muito mais actual e, ouso dizer, de muito maior gravidade, por afectar directamente a credibilidade de altos representantes do Estado, da Banca e das Empresas e da relação salutar que entre estas entidades deve existir.

Será tudo uma questão de credos, gostos ou de inclinações afectivas ?

Haja quem responda.

30 de dezembro de 2009 às 22:25  

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