20.2.10

Se não foste tu, foi o teu tio!

EMBORA, em certos casos, uma pessoa possa ser atacada por actos praticados pelos seus filhos (nomeadamente se eles forem menores), julgo que não passará pela cabeça de ninguém, no seu perfeito juízo, criticar um filho por actos do pai - e menos ainda se, em vez de pai, estiver em causa um tio! E se, em vez de um verdadeiro tio, se tratar de um senhor que casou com uma tia? Bem... aí, já não sei o que dizer!
No entanto, é exactamente isso que, com frequência, João Gonçalves faz no seu blogue Portugal dos Pequeninos em relação a Alfredo Barroso, como se pode ver. p. ex. [aqui], [aqui], [aqui], [aqui], [aqui], [aqui], etc., etc.
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Eleanor Roosevelt dizia que «Mentes elevadas discutem ideias, mentes medianas discutem acontecimentos e mentes pequenas discutem pessoas». Não disse, no entanto, como classificar os que discutem parentes por afinidade. Se calhar, pequeninos estaria bem...

10 Comments:

Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

Para mim, este tema dos "parentes por afinidade" é muito interessante porque tive, na família, dois casos extremos:

Um senhor, que casou com uma tia minha, era um conhecido juiz da Relação, fervoroso admirador de Hitler e seus derivados.
Era, pois, tanto meu tio quanto Mário Soares o é para Alfredo Barroso.

Um outro, era irmão de uma senhora que casou com um primo-direito meu.
Era, pois, meu primo por afinidade, e encontrava-se no extremo oposto do referido tio.
Estou a falar de Álvaro Cunhal...

20 de fevereiro de 2010 às 13:30  
Blogger José Batista said...

Estarei enganado?
Se uma senhora casa com um primo meu, essa senhora passa a ser minha prima por afinidade. Certo?
Mas um irmão que ela tenha não passa, por motivo desse casamento, a ser meu primo em nenhum grau.
Pelo menos na minha família funcionamos assim.

20 de fevereiro de 2010 às 14:26  
Blogger GMaciel said...

Há quem chegue a borboleta, há quem se fique pela crisálida e há, ainda, aqueles que nunca saíram da fase larvar. Parece-me o caso do autor dos vómitos que li (e só consegui ler três).

20 de fevereiro de 2010 às 14:28  
Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

Durante muito tempo, tive o «Portugal dos Pequeninos» nos meus "Favoritos".
Mesmo não concordando com muito do que lá se lê, sempre achei um blogue interessante, bem escrito e actual.

Mas, nos últimos tempos, o seu autor passou a adoptar um estilo que não me agrada de todo: na maioria dos seus 'posts', os adversários são tratados por idiotas, imbecis, etc.

No caso de A. B., parece tratar-se de uma obsessão, pois não têm conta o ataques que lhe desfere - sempre nesse tom e com referências completamente despropositadas ao "tio" (Mário Soares) e, por vezes, até ao "sobrinho" (João Soares).

20 de fevereiro de 2010 às 18:35  
Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

José Batista,

Em termos rigorosos, tem razão.

Mas é o nosso velho hábito de chamar 'primos e primas' a pessoas que, de alguma forma, andam perto da família, uma espécie de "aproximação", de que não vem grande mal ao mundo.

Eu até chamo 'primos/as' a pessoas que a minha avó adoptou há quase um século (e aos respectivos descendentes)!

20 de fevereiro de 2010 às 22:05  
Blogger João Gonçalves said...

Carlos... o que lhe chamei, mesmo, foi nulidade pomposa. De resto, julgo que ainda não mudou de família pois não? Cumprimentos.

20 de fevereiro de 2010 às 22:28  
Blogger José Batista said...

Bom, tenho que concordar que essa extensão da família é bastante simpática. Talvez a devessemos cultivar mais e estender tanto quanto possível...
Afinal, todos somos primos, por mais que gostemos ou não...

20 de fevereiro de 2010 às 22:50  
Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

João Gonçalves,

O essencial do que eu refiro neste 'post' não é a sua opinião relativa a Alfredo Barroso - mas sim a sistemática (e, quanto a mim, despropositada) referência a um "tio" dele que, ainda por cima, o é apenas "por afinidade"!

Isso é bem claro nos 6 'links' que indico, e em muitos outros, como sabe.

21 de fevereiro de 2010 às 11:40  
Blogger səʇɒɹɔoʄ said...

Caro Carlos,

Os mesmos factos podem causar reacções opostas.
Eu, por exemplo, deixei de ler o Sorumbático e passei a ler o Portugal dos Pequeninos.

Diga-se, em abono da verdade, que além do sobrinho, mais alguns dos nomes dos Contribuidores ajudaram bastante nisto. Por outro lado, outros nomes, incluindo o seu, trazem-me aqui de tempos a tempos.

21 de fevereiro de 2010 às 22:40  
Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

Caro «1/Sócrates»

Compreendo-o perfeitamente, e agradeço as palavras no que me diz respeito.
___

Quando o 'Sorumbático' nasceu, em Janeiro de 2005, os textos eram só meus.
Depois, a pouco e pouco, fui convidando pessoas, fazendo questão que trouxessem, tanto quanto possível, variedade de assuntos e de opiniões.

Mais tarde, e para tentar alargar ainda mais esse leque, passei a publicar, também, textos de "autores convidados" (Carlos Fiolhais, J. António Lima, F. Fernandes, Helena Matos, J. Paulo Guerra, etc), a quem os comentários são reencaminhados.

Há quem prefira os blogues monocromáticos e/ou monotemáticos.
Pensando nesses leitores, e sempre que possível, o 'Sorumbático' destina dias certos da semana para cada autor:

Galopim de Carvalho às segundas;
N. Crato às terças;
B. Bastos às quartas;
A. Barreto às quintas e domingos;
C. B. Esperança às quintas;
Alice Vieira aos sábados:
Futebol (JL) aos domingos;
etc

22 de fevereiro de 2010 às 12:00  

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