21.5.10

POR associação de ideias com o anunciado aumentos de impostos, não resisto a deixar aqui uma pergunta-de-algibeira, cuja resposta está longe de ser evidente: continuando a forçar até ultrapassar o limite de resistência, em quantas partes se quebra uma varinha de esparguete como a que se vê na foto?

Actualização: ver um vídeo
[aqui].

12 Comments:

Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

Uma 'dica': a menos que já se saiba a resposta, o melhor será experimentar antes de responder.

21 de maio de 2010 às 12:49  
Blogger Amalia said...

Eu penso que será em três.... mas não tenho aqui nenhuma para confirmar!

21 de maio de 2010 às 12:57  
Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

De facto, a resposta é curiosa:

Uma varinha de madeira quebrar-se-á em duas partes, rachando pelo ponto do meio, onde a tensão é maior.

Por um motivo que ainda não vi bem explicado, uma vara de esparguete quebra-se em várias partes; mais frequentemente em 3 (duas maiores, de cada lado, e uma mais pequena, a meio).

Encontro nisso uma certa semelhança com o aumento de impostos que aí vem. Muito provavelmente, não afectará só "os do costume" (a parte habitualmente mais fraca da sociedade) mas muitos outros sectores, com resultados porventura inesperados.
Vamos ver...

21 de maio de 2010 às 13:02  
Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

O mistério da ruptura do esparguete em mais do que duas partes deve estar relacionado com o facto de a vara ser um aglomerado de partículas.

A explicação que encontrei refere uma reflexão de uma onda de choque, nos extremos, mas a realidade é capaz de ser mais simples.

Não sei.

21 de maio de 2010 às 13:07  
Blogger Luís Bonito said...

Sim tem a ver com a consistência da massa da varinha, que a torna susceptível a que ponto da quebra não se verifique no ponto médio onde a tensão deveria ser maior, mas noutro local onde existe uma conjugação da tensão associada aos locais (pontos) com maiores defeitos.
Isso quebra a peça original em duas, uma mais longa e uma mais curta. A parte maior exerce uma acção de chicotada (quase instantaneamente) que faz a varinha voltar a partir noutro ponto com maior defeito, onde por exemplo a varinha já tinha começado a abrir fissura.
Por outras palavras: se fosse em câmara lenta perceberíamos que a experiência consiste em várias fases. O efeito de chicotada da primeira quebra serve como força para o processo ser repetido na parte mais longa que resta da primeira experiência.

21 de maio de 2010 às 16:24  
Blogger Luís Bonito said...

Quando a varinha fica mais curta só costuma partir em duas, pois esse efeito já não é suficiente para desencadear nova quebra.

21 de maio de 2010 às 16:49  
Blogger Mg said...

Este Luís é uma máquina!!! :)

21 de maio de 2010 às 17:22  
Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

Pois, o Luís é uma máquina!

De facto, nas experiências que fiz, a varinha parte num ponto que não é o meio, mas é perto.

Ou seja: num caso de flexão, a tensão é máxima no centro só se a vara for homogénea. Não o sendo, então a conjugação da tensão elevada com a fragilidade surge num ponto diferente (embora próximo). Isso explica a 1ª ruptura.

Quanto à 2º, a explicação do Luís coincide, no essencial, com o que eu tinha lido no livro "100 coisas que você não sabia que não sabia", onde vem referida a tal máquina de terramotos do Tesla.

21 de maio de 2010 às 18:44  
Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

O leitor "Pedro" acaba de me enviar um link para um pequeno vídeo.
Está indicado em "actualização"

21 de maio de 2010 às 18:49  
Blogger Luís Bonito said...

O link parece não funcionar

21 de maio de 2010 às 18:58  
Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

OK, já acertei.

Entretanto, chegou um link para um vídeo melhor.

21 de maio de 2010 às 19:26  
Blogger Mg said...

Máquina de terramotos? Tem algo a ver com o HAARP?

21 de maio de 2010 às 23:55  

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