25.5.05

José Sócrates e o Sr. Geringôncio

CONFORME soubemos hoje, José Sócrates declarou:

«Vamos cumprir o nosso programa eleitoral com uma excepção: o aumento dos impostos».

Ora isso faz-me lembrar uma velha anedota, que passo a contar.

entradote em anos, o Sr. Geringôncio tentava convencer uma bela jovem de que, apesar da sua idade, era um homem cheio de virtudes:

- Não fumo, não bebo, não jogo, não passo as noites no café, não vou à bola...

Ela, louca de felicidade, interrompe-o:

- Será possível?! Será que não tens mesmo defeitos nenhuns?!

Então Geringôncio, sentindo-se corar, confessa, baixando os olhos:

- Bem, no fundo, sou um ser humano... E, embora só um, tenho um pequeno defeito: minto muito...

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Publicado n' «A CAPITAL» em 27 Maio 05

3 Comments:

Blogger Pólux said...

Boa malha, tal como a que lançou no "B-A-BA da treta"!



O elogio da crença

Já dizia Sócrates, o filósofo, que “a realidade não é formada por factos e sim por crenças”. E a crença de Sócrates, o nosso Primeiro-cobrador, é de que diz a verdade, mentindo. Uma vez que a sua crença é a versão que dá dos factos, o homem não pode deixar de se achar um estadista excepcional e cumpridor, qual hodierno Péricles.

Tudo tão simples, afinal: impor mais impostos é a solução. Será que a palavra “IMPOSTOR” tem alguma ligação – desconhecida, ao que parece, dos dicionaristas - com o facto-crença de que todas as soluções passam pela “imposição de impostos”?

A coisa está a tornar-se periclitante para nós, contribuintes, que pagamos tudo a peso de ouro, perdão, a peso de euro, e a decuplicar: o IRS de todos os salários, o monstruoso IVA do nosso descontentamento, e uma miríade de impostos, contribuições e taxas obsoletas cobrados pelo lamentável Estado de Coisas que mantemos. Algo continua mal no reino da Dinamarca.

Com um abraço,

Pólux

26 de maio de 2005 às 00:54  
Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

«Impostos, Imposturas & Impostores» pode ser um título muito longo para um drama, mas é perfeitamente aceitável para uma comédia como aquela que nos estão a meter pela garganta abaixo!

26 de maio de 2005 às 11:37  
Anonymous Carlos Esperança said...

É nestas alturas que reler o Eça nos reconforta.
Um abraço.

28 de maio de 2005 às 00:15  

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