19.7.08

Língua traiçoeira...

6 Comments:

Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

Há algum tempo, um inquérito do Público-online provocou uma grande confusão porque recorria à palavra "sancionar", que tanto pode querer dizer "apoiar" como "aplicar sanção".

No caso deste título do «DN», faltou um artigo definido, pois
«travar confrontos» não é o mesmo que «travar OS confrontos»...

19 de julho de 2008 às 15:56  
Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

O POLIGROTA

(Autor desconhecido)

É verdade matemática que ninguém pódi negá,
que essa história de gramática só serve pra atrapaiá.
Inda vem língua estrangêra ajudá a compricá.
Meió nóis cabá cum isso pra todos podê falá.

Na Ingraterra ouví dizê que um pé de sapato é xu.
Desde logo já se vê, dois pé deve sê xuxu.
Xuxu pra nóis é um legume que cresce sorto no mato.
Os ingrêis lá que se arrume, mas nóis num come sapato.

Na Itália dizem até, eu não sei por que razão,
que como mantêga é burro, se passa burro no pão.
Desse jeito pra mim chega, sarve a vida no sertão,
onde mantêga é mantêga, burro é burro e pão é pão.

Na Argentina, veja ocêis, um saco é um paletó.
Se o gringo toma chuva tem que pô o saco no sór.
E se acaso o dito encóie, a muié diz o pió:
''Teu saco ficô piqueno, vê se arranja ôtro maió'...

Na América corpo é bódi. Veja que bódi vai dá.
Conheci uma americana doida pro bódi emprestá.
Fiquei meio atrapaiado e disse pra me escapá:
Ói, moça, eu não sou cabra, chega seu bódi pra lá!

Na Alemanha tudo é bundes. Bundesliga, bundesbão.
Muita bundes só confunde, disnorteia o coração.
Alemão qué inventá o que Deus criou primêro.
É pecado espaiá o que tem lugar certêro.

No Chile cueca é dança de balançá e rodá.
Lá se dança e baila cueca inté a noite acabá.
Mas se um dia um chileno vié pro Brasir dançá,
que tente mostrá a cueca pra vê onde vai pará.

Uma gravata isquisita um certo francês me deu.
Perguntei, onde se bota? E o danado respondeu.
Eu sou home confirmado, acho que num entendeu,
Seu francês mar educado, bota a gravata no seu!

Pra terminar eu confirmo, tem que se tê posição.
Ô nóis fala a nossa língua, ô num fala nada não.
O que num pode é um povo fazê papér de idiota,
dizendo tudo que é novo só pra falá poligrota...

19 de julho de 2008 às 16:35  
Blogger prafrente said...

e eu a pensar que, neste caso, cigano era adjectivo.

20 de julho de 2008 às 00:38  
Blogger Klatuu o embuçado said...

Tretas! Sucessivos governos nada fizeram pela integração dos ciganos, apesar do desperdício de dinheiros públicos, e os negros têm sido enfiados em guetos... e depois queixam-se que quer nuns quer noutros a marginalidade abunda!

20 de julho de 2008 às 02:52  
Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

Como se vê pelo título do 'post', a minha ideia era tão-só chamar a atenção para o uso da expressão "travar confrontos", que pode ser lida de duas maneiras quase opostas.

Bem... seria pior se estivesse escrito "travarem confrontos". No caso da notícia, como o sujeito da frase está no singular, a confusão é minimizada.

20 de julho de 2008 às 09:38  
Anonymous Anónimo said...

É mesmo! :)

21 de julho de 2008 às 03:10  

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