8.9.08

APROVEITANDO o facto de o post intitulado «Um debate corajoso e oportuno» ter suscitado muitos e bons comentários, aqui se propõe a abordagem de um outro assunto que não anda muito longe do anterior:
A grande percentagem de info-excluídos entre a população mais idosa.
Será premiado, com um exemplar deste livro de Joviana Benedito, o autor do melhor comentário que seja aqui afixado até às 20h da próxima quinta-feira, dia 11.
Actualização (11 Set 08/20h): O passatempo terminou. Pede-se a Rui Fonseca que, nas próximas 48h, escreva para sorumbatico@iol.pt indicando morada para envio do livro.

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3 Comments:

Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

1-Dado que o tema é o mesmo, o prémio será "reforçado" com um exemplar do livro «Crónicas da InforFobia».

2-O desenho da esquerda é um 'separador' do Almanach Bertrand de 1928. Esperemos que o seu autor não se zangue com a legenda metida a martelo...

8 de setembro de 2008 às 22:08  
Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

Dei muita formação a pessoas "mais velhas", e o que notei foi uma grande dificuldade no aspecto prático, a começar pela dificuldade de teclar (ao contrário do que sucede com o papel, ao olharem para as teclas não estão a ver o que aparece escrito).

Mas a maior dificuldade tem a ver com o uso do rato, desde os movimentos até ao uso dos botões.
Não é um problema de compreensão, mas sim de dificuldade de executar os movimentos.

Uma vez vencidas essas dificuldades, abre-se-lhes um mundo que, quase sempre, as fascina.

9 de setembro de 2008 às 08:16  
Blogger Rui Fonseca said...

Eu tenho um blog.
Para quê?
Ora para que serve um blog senão para resolver os problemas nacionais, e os internacionais quando há tempo? Estou na mesma onda. Resolvo um ou dois por dia, consoante as disponibilidades do meu trabalho de voluntariado por conta própria.

Mas também os resolvo à volta da mesa nos almoços de periodicidade certa com os rapazes amigos. Mas é uma bagunça dos diabos. Começa-se por discutir a Palin e às tantas já se discute a Zita Seabra, vá lá a gente perceber porquê.

É difícil resolver os problemas do país sem um mínimo de organização, de atenção e paciência qb.

Ora isso não se consegue enquanto se comem umas sardinhas ou um arroz de tamboril. Findo o repasto, sem prato nem copo à frente, venha a conta e ala que se faz tarde. Nunca vou perceber o que vão fazer os reformados reformadores depois do almoço. Por mim, ficaríamos lá a tarde inteira a filosofar a preço conveniente. Eles não. Comem, discutem, e põem-se ao fresco. Acho que é o reflexo condicionado a funcionar, resquícios dos tempos em que tinham tempo limitado para o almoço.

Para colocar um ponto de ordem naquelas balbúrdias que são as tertúlias com almoço, propus há tempos que passássemos a discutir as questões sérias (os tais problemas pátrios e os das pátrias dos outros) na Internet. E que durante os almoços apenas se abrissem os temas, calmamente, sem encavalitar assuntos, as conversas são como as cerejas, pois são, mas é de bom-tom tirar uma de cada vez e com as pontas dos dedos.
Através da Internet, disse-lhes, ninguém joga antes da sua vez nem faz renúncias: impera o silêncio e a opinião escrita.

Olharam-me como quem olha um ET. Com piedade, acho eu. E ninguém pegou na proposta.

E assim continuámos a patriótica tarefa, à custa de mais decibéis e de um notável sentido de dever, a tentar colocar o país nos eixos, de vez em quando o mundo todo. Assunto que não fique resolvido continua na sessão seguinte, há sempre alguém que faz a repescagem do que ficou em suspenso ou mal resolvido.

Eu continuei com o meu blog, a falar ciberneticamente com meia dúzia de jovens e dois ou três rapazes da minha idade; Quanto aos meus amigos, que não ciber excluídos mas cíber passivos, o Henrique passa horas ao computador a fazer a contabilidade doméstica para grande irritação da Margarida que tem de trazer para casa recibo de tudo quanto paga; o Francisco põe-se à procura de gatas, tardes inteiras (de gatas, não no sentido da posição do observador mas do objecto observado, entenda-se) ; o Paulino entretém-se a planear viagens que nunca vai realizar; os outros são leitores de notícias on line, a prepararem-se para a discussão semanal.

Até que há dias, quando num desses discutidos almoços se discutia a ordem do dia, alguém perguntou ao Semedo, especialista em Iraque e simpatizante do governo, se o nosso ministro das polícias ia continuar no posto ou fugir para casa, o Semedo respondeu que ia abrir um blog e, que a partir daquele momento, só responderá a provocações por escrito.

Os outros ficaram de pensar sobre o assunto.

10 de setembro de 2008 às 10:27  

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