11.9.08

Memória de Camões

Embora já dê uma ideia do que espera o visitante, esta foto é apenas da entrada da exposição. Para ver as maravilhas interiores é necessário clicar [aqui].

Etiquetas:

8 Comments:

Blogger Rui Fonseca said...

Carlos Medina Carreira,

Vejo este seu post e ele remete-me para um outro blog

http://lisboasos.blogspot.com

que tem vindo a mostrar Lisboa mal tratada.

E remete-me, por outro lado, para um outro site, que se não tivesse sido vandalizado, teria hoje cerca de 10 anos, sendo portanto pioneiro na blogosfera da denúncia de um escândalo que deveria mexer com todos os lisboetas, de todos os portugueses com um mínimo de consciência cívica.

Chamava-se "Lisboa Abandonada" e foi abatido por quem se julgou importunado.

Sobrevive em regime letárgico "Lisboa Renovada" que dava conta das obras que entretanto ia observando na recuperação da cidade.

Com os meus débeis meios tentei há dois anos divulgar esta preocupação e convidei alguns blogs à mobilização para atacar um assunto que tem incidências enormes mas também implicações tremendas. E que convém abalar.

Ninguém se mexeu.

Quer o meu virtual amigo promover a ideia de um elo bloguista para salvar Lisboa?

É que para a salvar é preciso romper com muitos interesses e sobretudo com muita passividade. São precisas leis que penalizem fortemente este estado de coisas.

Porque, para além de Lisboa, há mais Portugal abandonado, e vandalizado em muitos casos.

O Sorumbático tem tanta gente com acesso a outros palcos. Porque não os convida também?

11 de setembro de 2008 às 23:21  
Anonymous Anónimo said...

É triste.
Não consigo perceber o prazer que se pode ter em destruir, não consigo nem quero.

11 de setembro de 2008 às 23:27  
Blogger Rui Fonseca said...

Correcção:

Só agora me apercebi que queria escrever Ribeiro e não o que lá está escrito.

As minhas desculpas.

12 de setembro de 2008 às 00:39  
Blogger R. da Cunha said...

Contrariamente ao que escreve Bernardo Moura, eu gostaria/queria perceber onde está o "gozo" de tanto vandalismo.

12 de setembro de 2008 às 00:53  
Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

Caro Rui Fonseca,

O grande problema de Lisboa é que nenhuma terra pode ser "salva" contra a vontade dos seus "frequentadores".
A esmagadora maioria dos que por aqui vemos não nasceu na cidade nem nela mora. O "amor pela terra" (como existe em Óbidos, Castelo de Vide, Évora, etc.), não existe na capital, nem dá mostras de vir a existir.

--

Quanto ao resto:

Eu e outros colaboradores deste blogue já colaboramos n' «O Carmo e a Trindade».
Dois deles (MJR e HR) são vereadores dos Cidadãos por Lisboa e também aí fazem o melhor que podem.
Outros de nós, moram longe daqui (Évora, Vila do Bispo, Porto, Sintra....).

De qualquer forma, no próximo almoço "Sorumbático" vou falar deste seu comentário.

Abraço

CMR

12 de setembro de 2008 às 09:19  
Blogger Rui Fonseca said...

Caro Carlos Medina Ribeiro,

Obrigado pelo seu comentário.

Volto porque não me parece que o vandalismo que desfigura Lisboa tenha muito que ver com a as origens das pessoas que nela vivem. Com a falta de civismo, certamente. Com a falta de leis adequadas, também. Com falta de policiamento capaz, também.

Nova Iorque, como bem sabe, no espaço de poucos anos transfigurou-se. Não há vândalos à solta e a cidade deixou de estar conspurcada como costumava estar. Dei-lhe o exemplo de NY mas podia referir-lhe muitas outras cidades na Europa, no mundo desenvolvido.

Quanto aos prédios abandonados, que são também causa tentadora do vandalismo, a questão não se põe apenas em Lisboa mas no país inteiro, não abrange apenas os prédios urbanos mas também os rústicos.

Portugal está cheio de escombros e de silvas.

E porquê?

Muito simplesmente porque se tributa muito mais a propriedade utilizada que a propriedade expectante. Façam o contrário e verão o que acontece.

Nenhum corpo pode por si só ...

Pois é. Precisa de um empurrão para se mexer.

É esse empurrão que a consciência cívica dos portugueses deveria exigir.

Se existir consciência cíviva colectiva bastante.

12 de setembro de 2008 às 10:11  
Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

Neste, como em muitos outros casos de desastres, não há uma causa apenas, mas um conjunto delas - umas vezes interligadas, outras não.

O desinteresse de boa parte da classe política pelos problemas reais dos cidadãos (vivem noutro mundo...), a desmotivação (e até a falta de cultura) das forças policiais, a falta de cultura cívica (e, neste caso, histórica) de muitos jovens, a certeza da impunidade dos actos de vandalismo, etc.

Mas também pesa - e muito! - a ausência de amor pela terra, do sentimento de pertença.

--

Um exemplo (que conheço bem, pois nasci no Porto):

Quase todos os que vivem no Porto nasceram lá (ou nos arredores);
Quase todos os que vivem em Lisboa NÃO nasceram na capital.

O amor pela sua terra (que, no Porto, chega a ter a forma de um bairrismo exacerbado e doentio) é impensável em Lisboa, onde a maioria da população é constituída por desenraizados. Os mais velhos só pensam em voltar para a terra quando se reformarem...

--

Outro assunto: diga-me o que fazer com o livro de Joviana Benedito, que julgo que ganhou.

12 de setembro de 2008 às 11:14  
Blogger João Diogo Faria said...

Lisboa SOS - por sinal, o melhor blog sobre a cidade de Lisboa.

Um blog onde impera a criatividade, o humor e a excelência da imagem.

João Faria

12 de setembro de 2008 às 20:01  

Publicar um comentário

<< Home