16.9.08

O Fim dos Dinossauros

Por Manuel João Ramos*

QUE O PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA tenha sido eleito por um em cada nove lisboetas não é normal. Que o seu grupo de vereadores tenha poder de planear e gerir projectos tão estruturais como a terceira travessia do Tejo, a frente ribeirinha, urbanizações e reabilitações de vastas áreas do território da cidade é quase um golpe de estado.
É urgente que um ciclone varra a classe política instalada, que uma tempestade curte-circuite o espectro partidário, que uma onda gigante leve os maçons para França, os opus dei para Itália, o compadrio para a Sicília e as cunhas para Espanha (cuña = berma).
A população portuguesa está-se nas tintas para o socialismo, borrifa-se para a social-democracia, marimba-se para a democracia cristã, considera o comunismo uma anedota, e o bloquismo de esquerda uma espécie de loja do canhoto.
(...)
Texto integral [aqui]
* Cidadão de e por Lisboa

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1 Comments:

Blogger R. da Cunha said...

Se não é normal o presidente da Câmara Municipal de Lisboa ter sido eleito por um em cada nove eleitores, isso é um problema dos lisboetas (que não sou), o que não lhe retira legitimidade. Se está a governar mal ou bem, não sei nem curo de saber,e os eleitores a seu tempo se pronunciarão. Quanto à divisão administrativa proposta, merece o meu acordo, não só para Lisboa mas também, e pelo menos, para o Porto. Freguesias com poucas centenas de habitantes ao lado de outras com várias dezenas de milhares é um disparate pegado. O modelo actual está desajustado da realidade e deverá ser repensado. O próprio António Costa, enquanto MAI chegou a abordar o assunto, mas nunca foi dada sequência. Trata-se de um incêndio com chamas difíceis de extinguir!...

16 de setembro de 2008 às 18:19  

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