24.6.10

Luz - Nas margens do Douro, Entre-os-rios

Fotografias de António Barreto- APPh

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Não muito longe deste local pacífico, aconteceu um dos maiores desastres da história recente do país: a queda do autocarro na ponte de Castelo de Paiva. (1978)

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8 Comments:

Blogger Bartolomeu said...

Um final de tarde, em Aveiro, num daqueles canais que entra por terra dentro, assisti a um prodígio; um miúdo que aparentava uns 10 anos e idade, munido de um troço de cana a que tinha atado na ponta, um pedaço de fio de nylon e um anzol, pescava ininterruptamente uns pexugos que andavam junto à margem, sem sequer se dar ao trabalho de colocar qualquer isco no anzol.
Sentei-me perto, a observar e a tentar perceber qual seria o futuro daquele menino... talvez, quem sabe, um dia venha a ser político, ou... economista... quem sabe... ministro das finanças...

24 de junho de 2010 às 17:04  
Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

Pois... Quando eu era miúdo, costumava ir para Fão, e gostava muito de (tentar...) pescar no Cávado.

Com uma caninha de pesca como deve ser, pescava muito menos do que os putos "de pé descalço", ali ao lado, que usavam um pau, uma linha de coser e um carrinho de linhas!

Uma parte da explicação está no cheiro das mãos, que passa para o isco, e a que os peixes são muito sensíveis.

24 de junho de 2010 às 17:22  
Blogger José Batista said...

Este comentário foi removido pelo autor.

24 de junho de 2010 às 18:42  
Blogger José Batista said...

As coisas que a gente aprende.
Há já uns anos largos, também eu me dispûs a comprar uns apetrechos de pesca, uma cana e tal..., para, com um dos meus filhos, tentarmos umas pescarias.
Iniciámo-nos uma manhã, na Quarteira, para o que fomos previamente ao mercado do peixe comprar duas sardinhas para usar como isco. Dirigimo-nos para onde mais pessoas pescavam e ali ficámos horas, de cana em punho, ora ele ora eu, durante várias horas, a torrar ao sol... E, já quase no fim, chegou um espanhol, munido de um pau mal amanhado, com uma linha cheia de emendas e um anzol na ponta, que nos pedia do nosso isco, que, claro,amavelmente lhe íamos facultando. E não é que em pouco tempo, o indivíduo ia pescando, pescando, até nos acabar o isco... E nós sem apanhar um peixe que fosse. Víamos os peixes passar perto do nosso anzol, na maior das indiferenças, e iam morder e ficar presos no "equipamento" do nosso "colega". Foi uma frustração. Mas felicitámo-lo, tão intrigados porém, que nem lhe perguntámos qual seria o segredo...
Mais tarde, no rio Cávado, fizémos outra tentativa, com resultado idêntico.
E então desistimos para nunca mais. Teoricamente ficámos mais ecológicos...

24 de junho de 2010 às 18:48  
Blogger Catarina said...

Nunca pesquei na minha vida! Mas sempre tive o desejo de o fazer; simplesmente nunca se proporciou. Agora o que me recordo de fazer quando era miúda e umas dezenas de anos depois foi apanhar conquilhas e ameijoas! Nos anos em que bastava enterrar as mãos na areia para apanharmos mãos cheias delas. Bons tempos! E gostaria de repetir a experiência! : )

24 de junho de 2010 às 22:48  
Blogger Fernando Ribeiro said...

Ou me engano muito (porque não sou nada entendido no assunto) ou os barcos que se veem na imagem são valboeiros. São barcos típicos do Rio Douro, usados na pesca do sável e da lampreia ou, então, no transporte de pessoas e mercadorias, que se propulsionam através do próprio leme (a menos que tenham motor fora de borda) e que não possuem quilha. Apresentam semelhanças com os barcos rabelos, embora sejam consideravelmente mais pequenos do que estes. O nome "valboeiro" vem de Valbom, que é o nome de uma freguesia ribeirnha de Gondomar, que agora também já é cidade! (Haverá alguma terra neste país que ainda não seja cidade?)

P.S. - Não quero ofender ninguém, mas nunca percebi que graça é que tem a chamada pesca desportiva, em que um cromo fica horas seguidas à espera de que aconteça alguma coisa. Enfim, gostos!

25 de junho de 2010 às 02:48  
Blogger Bartolomeu said...

Gostei do P.S. do Fernando Ribeiro!
Relacionei-o com a imagem do nosso Portugal, onde pelo menos dez milhões de habitantes (cromos)estão ha anos seguidos, a olhar para um governo, à espera que algo aconteça, e acontecem... desgostos!
;)))

25 de junho de 2010 às 09:06  
Blogger José Carlos said...

Ouve um senhor que se chama José Batista que fez um comentário em que fala de um espanhol....... ele secalhar estava a pescar e vós não porque ele deveria estar com anzões pequenos e devidamente adequados e linhas mt finas para o peixe nâo conseguir identificalas vós porem estavas com anzões grandes e linhas mt grossas pois é o erro numero um de todos os novatos. Para ter uma ideia eu quando comecei a pescar utilizava anzões para pescar barvos pequenos que agora utilizo para pescar carpas de 8 ate 15 kg e acontecia-me o mesmo que lhes aconteceu.....

3 de setembro de 2011 às 01:01  

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