8.5.11

Passatempo de 8 Mai 11

Um aspecto da Rua Rodrigo da Fonseca, em Lisboa.
Em 1.º plano, vê-se a entrada do n.º 62

JÁ AQUI se referiu que, num famoso romance (que, por sinal, deu origem a um filme italiano, homónimo), o autor colocou a personagem principal a trabalhar no n.º 68 da Rua Rodrigo da Fonseca.
Como também aqui disse, achei graça a esse facto porque trabalhei, durante quase 30 anos, numa empresa que teve instalações nessa rua, nos números 60 e 76.
Ontem, finalmente, passei por lá (para ver esse famoso n.º 68), mas esperava-me uma grande surpresa.
Alguém sabe de que livro se trata e em que consistiu a minha surpresa?
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NOTA: o vencedor do passatempo do dia 5 p.p. deixou passar o prazo para reclamar o prémio - que, sendo um clássico da literatura policial, até nem era mau de todo. Pode ser uma boa ideia atribuí-lo aqui, pois o tema em causa também mete polícias.
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Actualização (8 Mai 11/19h58m): o passatempo terminou, tendo sido ganho por Mariana com a resposta que deu no comentário das 17h58m. Como se indica no comentário a seguir a esse, tem 24h para reclamar o livro. Actualização (9 Mai 11/21h01m): mais uma vez, o prazo de 24h foi ultrapassado.

12 Comments:

Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

Uma 'dica':

O autor fez o mesmo que Conan Doyle em relação a Sherlock Holmes.

8 de maio de 2011 às 10:43  
Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

2ª 'dica':

A obra é «Afirma Pereira» (livro de Antonio Tabucchi, filme de Roberto Faenza, com Marcello Mastrioanni e Joaquim de Almeida).

A questão que fica é, então, apenas a 2ª:
O que é que se passa de extraordinário em relação ao n.º 68 da Rua Rodrigo da Fonseca?

8 de maio de 2011 às 11:47  
Blogger Tiago said...

Escapou-me a referência ao Sherlock Holmes, importa-se de expandir a analogia?

8 de maio de 2011 às 13:18  
Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

Tiago

Doyle pôs Sherlock Holmes a morar no n.º 221B de Baker Street - uma rua que, de facto, existia e ainda existe.

O que, na altura, sucedia com a casa com esse número é o mesmo que sucede com o 68 da Rodrigo da Fonseca.

(Agora estou de saída)

8 de maio de 2011 às 13:45  
Blogger Florêncio Cardoso said...

A porta em 1º plano é do prédio nº 62.
Pode saber-se qual é o nº da outra que se vê logo a seguir mais acima?

8 de maio de 2011 às 14:37  
Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

Florêncio

Em princípio, seria o 64.
Mas... será?

8 de maio de 2011 às 14:39  
Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

Retomando a 'dica' de Sherlock Holmes:

Quando Doyle criou a sua personagem, arranjou-lhe uma morada credível, na Baker Street, (que, nessa altura já existia).
Porventura para não ter problemas com os moradores dessa rua, tomou alguns cuidados.

Quando Tabucchi criou a sua, arranjou-lhe também uma morada credível (para o emprego), na rua Rodrigo da Fonseca (que, nessa altura - 1993 - já existia.
Porventura para não ter problemas com os moradores dessa rua, tomou alguns cuidados.

Sucede que, em ambos os casos, o "cuidado" foi semelhante.

8 de maio de 2011 às 14:48  
Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

Nova 'dica':

A questão atrás colocada por Florêncio (a que se seguiu uma resposta minha muito esquiva) anda perto da questão essencial...

8 de maio de 2011 às 14:50  
Blogger Mariana said...

Na R. Rodrigo da Fonseca não existem os nºs 64 nem 68. Passa-se do 62 para o 70

8 de maio de 2011 às 17:58  
Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

Mariana

EXACTO! (o 66 também não existe)

Tabucchi teve esse cuidado.

Quanto a C. Doyle: quando ele criou o 221B, a rua acabava muito antes.
Vale a pena ver o que sucedeu (post em tempos aqui afixado:
http://sorumbatico.blogspot.com/2006/01/o-mistrio-da-casa-de-garrett.html ).

Para receber o livro-prémio (o clássico «Cidade Escaldante», de Chester Himes), Mariana tem 24h para escrever para medina.ribeiro@gmail.com
indicando morada.

8 de maio de 2011 às 19:57  
Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

Esses 'saltos de numeração' são frequentes em ruas antigas. Nesta, deve ter havido casas (o 64, 66 e 68) que foram demolidas.

Estes casos devem ser uma preciosidade para autores que querem dar um toque de verosimilhança às suas obras de ficção!

9 de maio de 2011 às 12:49  
Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

Mais uma vez, o prémio não foi reclamado dentro do prazo.

9 de maio de 2011 às 20:59  

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