28.7.05

Calma! Não é grave!

VAI por aí grande agitação por causa desta notícia - que se pode ler no «Expresso-online», no «metro» e quase de certeza noutros sítios:

«Então temos falta de água e vamos dá-la aos espanhóis?!» - é o tom da indignação.

Mas calma! Não há qualquer problema, pela simples razão de que O Alqueva não existe - apesar de pessoas como Álvaro Barreto, quando era ministro, acharem que sim.

Alqueva é apenas o nome de uma simpática aldeia junto da barragem.

As designações oficiais (e correctas) são:

Central/Barragem/Albufeira/Aproveitamento (etc.) DE Alqueva.

Para quem esteja interessado em saber, mais se informa que o rio se chama Guadiana.

5 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Rio Guadiana esse que nasce em Espanha, como aprendi há quase 50 anitos,quando, na então escola primária, ainda se estudavam os rios. Mais concretamente em Lagoas de Ruidera, no Campo de Montiel, na zona sudeste da província de Ciudad Real, em Castilla-La-Mancha.
Julgo que os mesmos que contestam a cedência de alguma água a Espanha, para regadio, de acordo com o que parece ter sido decidido há vários anos (ministrus dixit)são os mesmos que juram que a barragem é no rio(?) Alqueva. Ora em Alqueva, simpática povoação como diz o Carlos, apenas fica localizada a estrutura da barragem (paredão).

CC

28 de julho de 2005 às 14:24  
Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

Eu trabalhei algum tempo na Central, e uma das coisas que lá se comentava (no gozo) era essa história do "rio Alqueva".

Mas também "A Capital" de hoje diz o mesmo. Por isso, possivelmente, é cópia de algum comunicado oficial...

Tal como as mentiras, os disparates, se forem muito repetidos, acabam por prevalecer.

28 de julho de 2005 às 14:52  
Blogger heidy said...

Perdoem-me a ignorancia, mas não eram os espanhois, que também queriam desviar o rio tejo?
Ouvi um zum zum há pouco tempo sobre este assunto.

28 de julho de 2005 às 20:25  
Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

Heidy,

Em tempos falava-se em desviar água do Douro (Duero...) para Sul.
(Transvases). Não sei como é que isso está.

Do Tejo, nunca ouvi falar.
Claro que se pode dizer que a água nasce lá e podem fazer com ela o que quiserem. Mas não é bem assim.
Há leis internacionais que regulam os casos de rios que atravessam mais do que um país.

28 de julho de 2005 às 20:37  
Blogger heidy said...

Eu sei, mas existem outro tipo de leis e eles também não as cumprem. Em tempos de crise é cada um por si.

2 de agosto de 2005 às 15:46  

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