25.7.05

Uma rábula a 4 tempos

1º - O Governo continua a atacar as dívidas do Totonegócio.

2º - Os bosses do futebol vão avisando (pela "enésima" vez) que não tencionam pagar o que devem.

3º - Nos mesmos telejornais onde é dito o que se lê no parágrafo anterior, ficamos a saber tudo sobre contratações milionárias.

4º - Inversamente, continuamos na total ignorância sobre quem foram (ou ainda são...) as pessoas responsáveis pelo acompanhamento das dívidas dos clubes que permitiram que a situação chegasse ao que ponto a que chegou.
Muito menos sabemos se elas viram os seus bens penhorados, se foram presas, reformadas à força ou despedidas com justa causa. Mas o mais provável é que tenham sido promovidas...

5 Comments:

Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

A já proverbial ineficiência do Estado quando toca a enfrentar os interesses da bola coloca os clubes caloteiros na confortável posição da anedota:

«Se eu dever mil Euros ao banco (e não os puder pagar), tenho um grande problema. Mas se eu dever um milhão... é o banco que tem um grande problema!»

25 de julho de 2005 às 10:34  
Blogger heidy said...

Não se terá esquecido da ameaça, de não existir campionato, se forem obrigados a pagar, as ditas dividas? Também já ouvi essa da parte do sr Madaíl. Mas dele já espero tudo...

25 de julho de 2005 às 11:35  
Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

Recentemente - e muito bem! - alguns clubes foram impedidos de inscrever novos jogadores por terem contribuições em atraso.

O curioso é que só se tratava de clubes "menores" - nem um único dos grandes devedores contava da lista!

Aliás, o "pagode" importa-se lá de saber que há jogadores que ganham 1000 contos por dia?!
É o caso de Figo.
Bem sei que está em Espanha mas, se fosse cá, era a mesma coisa.
Para a bola há sempre dinheiro, e o português acha muito bem que seja assim!

25 de julho de 2005 às 11:41  
Blogger heidy said...

Clap clap!!!

27 de julho de 2005 às 16:49  
Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

Situação semelhante é a referida no "post" colocado há pouco, a propósito da demolição do Prédio Coutinho, em Viana

27 de julho de 2005 às 16:53  

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