3.1.07

Já serviu para alguma coisa...

Pelos vistos, os posts afixados neste blogue e n' «O Carmo e a Trindade» deram resultado:
O «Tal & Qual» pediu autorização para referir o assunto, enquanto o «Público/Local-Lisboa» se lhe adiantou.
Em baixo, transcreve-se o texto, que é da autoria da redacção do jornal. Saboreie-se o último parágrafo, onde seis palavras dizem mais do que uma redacção inteira acerca daquilo que a gente sabe...
Eça pelo chão no Museu da Cidade vê a Verdade vandalizada
Não dignifica Eça o estado em que o Museu da Cidade, em Lisboa, mantém o monumento romântico feito há cem anos em sua homenagem pelo escultor António Teixeira Lopes. A vandalizada obra em mármore foi desmontada em 2001 e transferida do Largo Barão de Quintela, nas imediações do Chiado, para ali ser reparada das malfeitorias sofridas na rua. No seu lugar ficou uma cópia em bronze.
Cinco anos depois a figura feminina simbolizando a Verdade continua sem dedos e sarapintada, enquanto Eça jaz em blocos pelo chão.
«Lembram-se dos taliban, que não descansaram enquanto não destruíram as estátuas de Buda?», compara o blogue SORUMBÁTICO.
Ainda sem data para iniciar o restauro, a Câmara de Lisboa diz que o facto de a escultura estar agora nos jardins do museu serve para sensibilizar as crianças contra o vandalismo.
O seu destino final é uma incógnita: o pelouro da Cultura diz que não voltará ao mesmo largo, mas a vereadora do Urbanismo prometeu o contrário.
-oOo-
NOTA: no dia 5 Jan 07, o «Tal & Qual» referiu também este assunto na rúbrica "Blogues Bem Informados". Afixou uma imagem da estátua da Verdade e outra do busto de Eça, dedicando ao assunto metade da página 27.

2 Comments:

Blogger Bernardo Moura said...

Ainda bem que cada vez mais pessoas estão a ter conhecimento da forma como ficou a escultura de Eça de Queiroz.

4 de janeiro de 2007 às 10:07  
Anonymous odete pinto said...

Parabéns. É uma boa acha para a fogueira que é a luta contra os vândalos (e contra a negligência instituída).

4 de janeiro de 2007 às 13:10  

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