13.12.08

Fórum “Democracia e serviços públicos”

Por Helena Roseta
Convidam-se todos quantos queiram participar na análise de alternativas para a educação, os direitos do trabalho, a saúde e as cidades.
Amanhã, domingo, na Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa.
Ver programa [aqui]

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2 Comments:

Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

Pelo seu interesse, aqui fica a opinião do José António Lima, acerca deste Fórum, publicada no semanário «Sol» de hoje:

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DITO & FEITO

Acentua-se a estratégia do Bloco de Esquerda para provocar, em preenchido ano eleitoral, uma secessão na ala esquerda do PS.
Amanhã, na Aula Magna, em Lisboa, Manuel Alegre será, de novo, o guest star no colorido Forum das Esquerdas, o mediático evento político com montagem e encenação nos bastidores do aparelho e da militância do Bloco.
Na Câmara de Lisboa, perdido Sá Fernandes para o regaço de António Costa, Francisco Louçã não hesitou em lançar o canto de sereia bloquista a Helena Roseta (recém-aliada de Costa), admitindo apoiá-la como cabeça-de-lista às autárquicas 2009. Contra o PS. Uma proposta de alto risco feita à incondicional alegrista Roseta, mas sem querer «pôr a carroça à frente dos bois», afiançou Louçã. Depois de, obviamente, já a ter posto.

E a verdade é que a hipótese de Helena Roseta poder concorrer numa lista com o Bloco de Esquerda não é o melhor dos cenários para António Costa e o PS enfrentarem o desafio eleitoral de Santana Lopes em Lisboa.
Tal como uma eventual dissensão de Alegre antes das legislativas de 2009, para se juntar às fileiras esquerdistas num novo movimento (ou «num novo paradigma», como Alegre gosta liricamente de romancear), seria um problemático revés para as aspirações de Sócrates a uma nova maioria absoluta.

Alegre, por enquanto, não é capaz de esclarecer se está mais próximo de Sócrates ou de Louçã: «Eu estou mais próximo de mim próprio e daqueles camaradas que, no PS ou fora do PS, me têm apoiado». Mas sabe que há mais política, para além do seu ego e do curto prazo. E que há presidenciais em 2011. Nas quais só poderá apresentar uma candidatura forte se não entrar em ruptura com Sócrates e o PS. E o Forum das Esquerdas já é um espectáculo no fio da navalha.

A tudo isto assiste o PCP à margem, encerrado e tolhido na sua hermética e ortodoxa fortaleza. Jerónimo de Sousa afirma que o Forum tem «carácter sectário e fechado» e diz que o PCP «não foi convidado». O PCP já precisa ser ou fazer-se convidado nas iniciativas políticas de esquerda? Que pruridos delicodoces e que mudança de hábitos na Soeiro Pereira Gomes...

13 de dezembro de 2008 às 20:25  
Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

TSF-online (14 DEz 08):
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Debate sobre Educação centrado na avaliação dos professores

O tema era a Educação, no Fórum das Esquerdas, em Lisboa, mas acabou por centrar-se nos professores, com o dirigente sindical António Avelãs a afirmar que a recusa da avaliação «é um suicídio político». Manuel Alegre assistiu ao debate, mas não quis intervir.
António Avelãs fez a defesa da avaliação dos professores e de uma diferenciação entre eles, admitindo que muitos são bons, outros «acima da média» e outros ainda «abaixo da média».

A distinção deve ser feita, mas «não através desta forma idiota, entre professores titulares e outros», afirmou o professor e sindicalista no debate em que se ouviram críticas, como o de Jorge Martins, um professor «militante do PS», contra a politização do processo de avaliação.

«Há quem pense que os professores não podem ser avaliados, mas isso é um suicídio político», afirmou o dirigente da Fenprof António Avelãs.

Na parte do debate, houve alguns intervenientes que defenderam a revogação das leis contestadas, como o estatuto, ou que criticaram o governo socialista de José Sócrates, prometendo nunca mais votar no PS.

Ao mesmo tempo, decorria num auditório da Faculdade de Letras um debate sobre Economia, onde estava o líder bloquista Francisco Louçã.

O Fórum das Esquerdas prolonga-se durante a tarde deste domingo, com três painéis (trabalho, cidades e saúde) e é encerrado com as intervenções de e Manuel Alegre, Ana Drago, deputada do Bloco, e a professora Maria Rosário Gama.

14 de dezembro de 2008 às 17:53  

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