Respostas de Helena Roseta a perguntas colocadas por leitores do 'Sorumbático'
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SUCEDE, por vezes, que vários contribuidores (ou autores-convidados) do Sorumbático abordam o mesmo tema no mesmo dia. Foi o que sucedeu ontem a propósito do dressing code, pelo que se decidiu fazer uma espécie de post triplo, onde se agruparam as opiniões de Helena Roseta, Joaquim Letria e João Paulo Guerra [v. aqui], aproveitando-se a ocasião para um passatempo duplo:Etiquetas: autor convidado, HR, JL, JPG
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Por Helena RosetaEtiquetas: HR
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NOVO AEROPORTO, Rede de Alta Velocidade Ferroviária e Terceira Travessia do Tejo (TTT) são três grandes infra-estruturas públicas que vão revolucionar a região metropolitana de Lisboa. A forma como o processo de decisão tem sido conduzido, nos três casos, está eivada de erros. Estas três decisões deviam estar profundamente interligadas, mas não foi isso que aconteceu. Desviar o aeroporto da Ota para Alcochete implica rever os traçados da rede do TGV, que por sua vez têm repercussão na escolha da melhor localização para a Terceira Travessia. Mas parece que cada dossier é visto e decidido à parte. Num país normal, os vários cenários teriam sido preparados para uma discussão pública conjunta e haveria estudos de impacto ambiental preliminares, sem os quais nenhuma decisão seria anunciada. Não foi isso que sucedeu. Portugal comprometeu-se internacionalmente com o TGV, nas Cimeiras Ibéricas de 2003, 2004 e 2005, de acordo com um traçado previamente definido por Espanha e que tivemos de aceitar porque estamos a jusante. O calendário acordado obriga-nos a concluir a ligação Lisboa-Madrid até 2013, com tráfego misto ( passageiros e mercadorias ). E daí a pressa: não se pode perder o comboio dos fundos europeus.Etiquetas: HR