22.2.09

«O Fiel Jardineiro»

IMAGINE-SE que alguém tinha lido O Fiel Jardineiro, de John le Carré, e tinha gostado do livro. Se quisesse convencê-lo a ver também o filme, que argumentos usaria? Este passatempo, cujo prémio é um exemplar da edição portuguesa da referida obra, é feito com a colaboração do CINE-AUSTRALOPITECUS e termina às 20h do próximo dia 26 Fev 09.

Actualização (27 Fev 09/10h): 1ª fase - havendo apenas 3 concorrentes, e estando prevista a possibilidade de atribuir 3 prémios (embora só o 1.º seja o livro referido), é possível ir adiantando o processo enquanto se aguarda a decisão do júri. Assim, os 3 leitores podem, desde já (e nas próximas 48h), escrever para sorumbatico@iol.pt, indicando as moradas para envio.

Actualização (27 Fev 09/16h45m): foi decidido atribuir o livro indicado a Paulo Agostinho e dois outros livros (surpresa) aos restantes leitores. Aguarda-se, agora, que informem as suas moradas durante o prazo indicado.

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3 Comments:

Blogger Paulo Agostinho said...

Diria

Meu caro, como bem sabes:
1. Todos os filmes são inferiores ao livro que os inspirou;
2. Duas horas de imagem não valem mil palavras;
3. As traduções nos audio-visuais são, por norma, muito inferiores às que encontramos na literatura;
4. Jeffrey Cane não é John Le Carré;
5. O livro podemos vivê-lo ao nosso ritmo, o ritmo do filme é ditado por quem o fez;

E ainda assim, vale a pena ver o filme: Ralph Fiennes convence; Rachel Weisz seduz (e seduziu Hollywood que, agradecida, lhe ofereceu o Oscar); Fernando Meirelles é um maestro; Alberto Iglesias preenche os silêncios; Além do mais, enquanto desfrutas o filme, que eu apreciei, peço-te, empresta-me o livro que tu apreciaste. No final, voltamos a falar. Que dizes? Vês o filme?

23 de fevereiro de 2009 às 03:05  
Blogger mariazita said...

Gostei muito d’ O Fiel Jardineiro. A beleza dos planos no Quénia, o romance, o mundo diplomático, o mundo dos interesses, o mercado da indústria farmacêutica... etc., etc., etc. Quanto vale a vida de um negro? Quanto vale o nosso capitalismo desenfreado? O que é justiça? O que é ajuda? São muitas das questões que se nos colocam ao longo do filme... entre muitas outras. Quando dizem que este filme não entra no "mundo da violência", pelos vistos devem ter adormecido a meio do filme. Achei este filme bem mais violento que a "Cidade de Deus". O filme está muito bom: 17 valores em 20. Vale a pena ver, pelo menos a quem gosta de estar acordado neste planeta. "Triste de quem vive contente com o seu lar"!

24 de fevereiro de 2009 às 16:31  
Blogger Tozé said...

O filme O Fiel Jardineiro é muito mais que uma simples história de amor, pois conta com uma óptima interpretação de Rachel Weisz.
Este filme é chama a atenção de África e da ausência de valor da vida humana neste continente.
Por ser uma realização muito bem conseguida, consegue emocionar-nos, obriga-nos a expurgar o sentimento de culpa que não podemos deixar de ter por permitir tamanhas atrocidades com o simples mas cúmplice gesto do silêncio e, pior, da indiferença com que assistimos ao noticiário.
Em África parece não haver pessoas, mas sim, somente números.
O anonimato da miséria permite que muitos se esqueçam do que é um ser humano e do que ele realmente merece ser e de como se silencia quem ousa se lembrar de tal facto. No filme O Fiel Jardineiro, somos lembrados de que em África, o fértil solo para quem não tem escrúpulos, é o continente esquecido por Deus.

24 de fevereiro de 2009 às 18:04  

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