21.2.09

Salto-de-cavalo contra as cavalgaduras

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TENTANDO, na medida do possível, contrariar os que se esfoçam por dar cabo da Língua Portuguesa, o Sorumbático propõe aos seus leitores um passatempo-duplo que consiste em:
1.º - decifrar a charada que aqui se vê, obtendo os dois tercetos de um soneto de um famoso poeta português.
2.º - indicar o nome do vate em causa.
O prémio será, precisamente, um exemplar da obra onde eles se encontram publicados. Se alguém não souber as regras deste género de passatempos, pode vê-las [aqui].
Actualização (21h45m): a resposta certa foi dada no comentário-1. Quem responde agora à questão colocada no comentário-2?
Actualização (21h55m): a resposta certa foi dada no comentário 3.

4 Comments:

Blogger Mg said...

Antero de Quental "A Sulamita"

Moças da minha terra, ao meu amado
Correi, dizei-lhe que eu dormia agora,
Mas que pode ir o contente e descansado,

Pois se tão cedo adormeci, conforme
É meu costume, olhai, dormia agora,
Porque o meu coração é que não dorme...

21 de fevereiro de 2009 às 21:41  
Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

Certo!

Um exemplar dos «Sonetos», de Antero de Quental, vai então ser enviado a Mg.

Há um 2.º exemplar da obra destinado a OUTRO leitor que indique as duas quadras que completam o soneto...

21 de fevereiro de 2009 às 21:45  
Blogger CNS said...

Quem anda lá fora, pela vinha,
na sombra do luar meio encoberto,
subtil nos passos e espreitando incerto,
com brando respirar de criancinha?

Um sonho me acordou. Não sei que tinha...
pareceu-me senti-lo aqui tão perto...
sua alta noite, seja num deserto,
quem ama até em sonhos adivinha...

21 de fevereiro de 2009 às 21:52  
Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

Aqui fica a versão correcta:


Quem anda lá por fora, pela vinha,
na sombra do luar meio encoberto,
subtil nos passos e espreitando incerto,
com brando respirar de criancinha?

Um sonho me acordou... não sei que tinha...
pareceu-me senti-lo aqui tão perto...
seja alta noite, seja num deserto,
quem ama até em sonhos adivinha...

Moças da minha terra, ao meu amado
Correi, dizei-lhe que eu dormia agora,
Mas que pode ir o contente e descansado,

Pois se tão cedo adormeci, conforme
É meu costume, olhai, dormia embora,
Porque o meu coração é que não dorme...

21 de fevereiro de 2009 às 22:57  

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