30.4.09

Sem novidades de cá

Por Baptista Bastos
A RTP1 RESOLVEU, anteontem, "pensar Portugal". É uma ideia comovente, tanto mais que o maciço conceito que lhe subjaz seria sugestivo, acaso, no nosso país, alguém pensasse no País. (...)
Há 30 anos que desfilam as mesmas caras, se ouvem as mesmas vozes, se lêem as mesmas frases com monótona aridez. O País é domado por um grupo sem prestígio mas com poder. Esperávamos um sistema, emergiu um domínio. A erupção do "bloco central de interesses" (ou seja: a divisão do bolo entre PS e PSD) assinala a degenerescência de Abril num atoleiro. Deixou de haver afinidades ideológicas e as convicções foram substituídas por uma cronologia contínua, destinada ao enriquecimento de alguns, e que encobre, afinal, as ausências de carácter e as trapalhadas das mudanças de partido. (...)
Texto integral [aqui]

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2 Comments:

Blogger (c) maioria silenciosa: P.A.S. said...

A Cosmovisão cash-nexus a todos abraça! A nossa desilusão não é um atoleiro, é uma graça, pelos dotes casamenteiros de uma revolução não feita e querida do povão,mas das Intemporais Fundações Sabáticas!

30 de abril de 2009 às 12:18  
Blogger Manuel Brás said...

I Parte

Sem qualquer novidade
e sem nada comovedor,
o estado de serenidade
acentua a nossa dor.

De natureza escarpada
este sistema capitalista,
a esquerda decepada
sem uma solução realista.

O mexilhão com experiência
na análise da realidade,
encontra muita incoerência
carregada de frivolidade!

II Parte

O desfile habitual
de desgastadas personalidades,
enfáticas de prosa virtual
repleta de absurdas banalidades!

O Abril degenerado
num atoleiro de trapalhadas,
originou um regime vigorado
de políticas empalhadas.

O mexilhão entediado
com tanta falsidade,
vagueia num país adiado
por uma perfídia imensidade!

Epílogo

Com a memória colectiva pesada
e presa no labirinto da saudade,
a sociedade continua atrasada
esvaziando a sua dignidade.

A natural fruição
da autonomia e dignidade,
é pura ficção
na lusa contemporaneidade.

O mexilhão nacional
vive entristecido,
num regime irracional
que o tem enfraquecido!

30 de abril de 2009 às 13:24  

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