22.1.10

Os virtuais

Por Helena Matos

PULULAM PELOS Governos, pelos partidos, pelos institutos públicos, pelas empresas participadas pelo Estado, pelas universidades e pelas autarquias. A sua influência, as suas certezas e o seu poder são inversamente proporcionais à sua experiência da vida real. Caracterizam-se por falarem de programas e investimentos de milhões de euros. A gastar só não parecem empresários porque os empresários a quem o Estado não protege têm de fazer contas. E a vida está naturalmente difícil para todos, excepto para quem gasta o que não é seu. As funções tradicionais e insubstituíveis do Estado, como a justiça, a segurança e a diplomacia, enfastiam-nos. (...)
Texto integral [aqui]

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5 Comments:

Blogger SLGS said...

OS MEUS PARABÉNS, HELENA MATOS, POR ESTE TEXTO QUE SUBSCREVO TOTALMENTE.

22 de janeiro de 2010 às 16:23  
Blogger Madalena said...

Nem imagina como lhe fico grata por este texto. Eu, que vivo na dura realidade de ter uma empresa, não consigo fazer passar a mensagem. Por favor volte ao tema.

22 de janeiro de 2010 às 17:49  
Blogger Manuel Brás said...

Em busca de escaldões
nesta costa ocidental,
virão vastas multidões
para delírio total!

Um TGV auspicioso
para tamanhas aventuras,
há que estar atencioso
pois serão tantas as farturas…

Com o rasto por desvendar
de dinheiros esbanjados
é a certeza lapidar
de negócios forjados.

A plutocracia reinante
compelindo este turbilhão
lança um olhar fulminante
paralisando o mexilhão.

22 de janeiro de 2010 às 18:20  
Blogger Manuel Brás said...

Epílogo

Há gestores entesados
por tamanhas aventuras,
andam com cheques visados
para pagar as farturas…

De poleiro em poleiro
num regime acomodado
criou-se um atoleiro
de monturo malfadado.

22 de janeiro de 2010 às 19:54  
Blogger Ribas said...

Que não lhe doa a mão e nos continue a brindar com os seus raciocínios.
Um Estado sério, com políticos a sério (se os houver), representantes eleitos pelo povo, administradores da Coisa Pública, da nossa Coisa, devia criar multas impiedosas sim, para que fossem aplicadas aos outros políticos (pelos vistos a maioria) que no exercício de funções cometem as atrocidades que denunciou. Essas sim, seriam bem adaptadas à realidade de uma sociedade que tem o direito de ver severamente punidos aqueles que traíram a confiança depositada.

22 de janeiro de 2010 às 20:05  

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