O Farwest português
Por Joaquim Letria
DURANTE 2009, as autoridades apreenderam quatro armas ilegais por dia. Em 2008 e 2009, cerca de 300 portugueses foram assassinados e, destes, cerca de 150 foram mortos a tiro. Depois das armas de fogo, seguem-se as armas brancas, as segundas mais utilizadas para mandar gente desta para melhor.
Nesta contabilidade dos homicídios, a utilização de armas de fogo é cada vez mais frequente e estas já são mostradas ás claras, como se vê na televisão, sem que isso dite a prisão de homens que disparam caçadeiras contra outros homens na rua, à vista de toda a gente e perto duma esquadra de polícia.
Também na prática de outros crimes se utilizam armas de fogo com grande frequência em Portugal. Em 93 roubos registados a ourivesarias, caçadeiras, pistolas e revólveres foram exibidas ou usadas em cerca de 80 por cento destes casos e 73,5 % dos assaltos a bombas de gasolina foram executados por gente com armas de fogo.
A polícia registou 337 ocorrências envolvendo a utilização de armas de fogo. A pouco e pouco, Portugal vai-se assemelhando a um FarWest desenvolvido, com calibres respeitáveis e próprios de um país de criminosos actualizados, apesar dos ministros jurarem que a criminalidade está a baixar. OK!
«24 horas» de 2 Abr 10DURANTE 2009, as autoridades apreenderam quatro armas ilegais por dia. Em 2008 e 2009, cerca de 300 portugueses foram assassinados e, destes, cerca de 150 foram mortos a tiro. Depois das armas de fogo, seguem-se as armas brancas, as segundas mais utilizadas para mandar gente desta para melhor.
Nesta contabilidade dos homicídios, a utilização de armas de fogo é cada vez mais frequente e estas já são mostradas ás claras, como se vê na televisão, sem que isso dite a prisão de homens que disparam caçadeiras contra outros homens na rua, à vista de toda a gente e perto duma esquadra de polícia.
Também na prática de outros crimes se utilizam armas de fogo com grande frequência em Portugal. Em 93 roubos registados a ourivesarias, caçadeiras, pistolas e revólveres foram exibidas ou usadas em cerca de 80 por cento destes casos e 73,5 % dos assaltos a bombas de gasolina foram executados por gente com armas de fogo.
A polícia registou 337 ocorrências envolvendo a utilização de armas de fogo. A pouco e pouco, Portugal vai-se assemelhando a um FarWest desenvolvido, com calibres respeitáveis e próprios de um país de criminosos actualizados, apesar dos ministros jurarem que a criminalidade está a baixar. OK!
Etiquetas: JL
11 Comments:
A minha contribuição para a melhoria das estatísticas da criminalidade foi deixar de participar os roubos e assaltos de que fui vítima - de tal forma fui mal recebido nos locais onde apresentei queixas, como pela actuação do tribunal. Este, fez-me ir de Lisboa a Sintra, esperar um tempo infinito, para no fim me dar um papelinho a dizer que a minha queixa fora arquivada por falta de indícios).
Os ministros parecem estar protegidos por qualquer venda que os protegem de enxergar a verdade. Todos os dias se lê nos jornais que alguém foi assaltado à mão armada. A violência nas escolas está a aumentar e não a diminuir como a antiga ministra afirmava a pés juntos (nunca lhe vi os pés mas é o que consta! : ) ) Talvez esta diga a mesma coisa – neste caso estou a assumir...Os alunos até levam armas brancas ou itens que podem ser utilizados como armas e ninguém lhes apreende esses artigos. Quem viu Portugal e quem o vê agora!
…protegidos… protegem… muito bem!
“Nunca digas desta água não beberei”…. :(
Esta cousa das statísticas deixa-me sempre meio azamboado e om a sensação que se por dia se regista um determinado número de "qualquer coisa" e que, comparativamente com o número registado em igual data do ano anterior´, se apresenta menor ou maior, indica que se melhorou ou piorou, relativamente ao assunto estaticisado (acho que acabei de criar um termo, que se aproxima etimológicamente de circuncisado?!)
Mas afinal... somos todos parvinhos, ou andamos a tirar areia para os proprios olhos?
Estou cá na minha que os ladrões e assassinos subscrevem um código deontológico que assenta no princípio doutrinal de não roubar, violar, ou matar, os juízes e os gajos que produzem as estatísticas.
Mantendo-se assim... tudo bem!
Estou lenta hoje…
Só pode…
É que não compreendi exactamente o comentário anterior! : )
A criminalidade é uma realidade - perdoem a cacofonia - que não perpassa pelo aquário onde os nossos políticos prazerosamente nadam. Quem os escuta percebe que tudo o que nos é concreto é-lhes perfeita e completamente omisso e inócuo. Tomara eles perceberem onde estão, quanto mais onde estamos nós, os "outros".
Sigamos para bingo, que é o mesmo que dizer, tornarmo-nos um segundo Brasil.
:(
Tem razão, GMaciel! Lá estou eu a fazer eco... : )
Li esta notícia no DN de ontem:
“O inquérito contra três agressores de Leandro Pires, o jovem de 12 anos que morreu no Tua, foi arquivado. O Ministério Público (MP) justificou a decisão pelo facto de todos terem menos de 16 anos, o que os torna inimputáveis segundo o código penal.”
Comentei sobre esta notícia noutro blogue. Isto quer dizer que todos aqueles com menos de 16 anos podem fazer tudo aquilo que lhes der na cabeça, sabendo, de antemão, que não serão responsabilizados nem punidos pelas suas acções. Tenho dificuldade em compreender este código penal. Estou a ter dificuldade em compreender muitas coisas que se estão a passar em Portugal.
E, como a GMaciel diz, parece que os governantes estão absolutamente alheios – ou estão-se burrifando – ao que se passa em seu redor. Aliás, em seu redor não, por que então tomariam medidas adequadas.. Na sua mirgem talvez estejam a governar outro país que não Portugal. Santa paciência!
"Na sua mirgem talvez estejam a governar outro país que não Portugal"
Na mouche, Catarina. Chamo a isto, pontaria certeira.
:)
O país deles é um jardim à beira-mar fundado, o nosso é um desterro à beira-mar afundado.
Poderia ter acrescentado o “a” depois do “r” que não me teria ofendido! : )
Boa Páscoa, Gmaciel!
:-0
Acredita que nem dei pela falta do "a"? Agora que chamou a atenção é que fui à procura do que dizia a fim de compreender o seu comentário.
:)
Pelo que sei, o cérebro não precisa de ler a palavra toda, a compreensão das primeiras letras levam a que o dito cujo formule o resto da palavra sem que os olhos a tenham que contemplar. Pelo que aqui vimos, é verdade sim senhora.
:))
Uma boa Páscoa para si também, Catarina, e para o CRM e respeitosa lista de colaboradores.
ups... é CMR e não CRM. (o cérebro falhou)
As minhas desculpas.
:(
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