11.10.10

Passeio à Senhora da Asneira

Por A.M. Galopim de Carvalho

PASSEIO à Senhora da Asneira evoca um tipo de situações muito frequentes, com que nós, geólogos e paleontólogos, somos frequentemente confrontados. Não são raras as vezes em que alguém nos telefona ou escreve a informar-nos que achou algo de muito importante para a ciência que cultivamos. Pede-se-nos, quase sempre, que nos desloquemos até ao sítio indicado e que aí confirmemos ou recolhamos o achado. Acontece, porém, que nalguns casos, a “descoberta” não passa de um qualquer capricho da natureza, sem o significado que se lhe atribuiu. Faz-se, assim, uma deslocação para nada, um passeio à Senhora da Asneira, para usar a expressão do meu professor de Paleontologia Carlos Romariz. (...)

Texto integral [aqui]

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1 Comments:

Blogger Bartolomeu said...

As semelhanças que os feitios de algumas pedras apresentam, para um leigo como eu, a fósseis, são por vezes tão grandes, que nos convencemos mesmo que o são.
Num terreno que já possuí, apareciam-me com muita frequência, bolotas fossilizadas, incrustadas em pedras. Achava piada, mas nunca me deram tanta satisfação descobrir, como no dia em que peguei num calhau e lhe identifiquei várias conchas de vieiras, tendo em consideração estar este terreno localizado no cimo de um monte, fronteiro a Montejunto.
Segredos que a natureza guarda!

11 de outubro de 2010 às 11:41  

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